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Publicado em: 02/05/2019

Valor do trabalhador é tema de reflexão

Caminhada reúne trabalhadores em Uvaranas

 
 O trajeto, permeado de diferentes reflexões, foi percorrido em aproximadamente 1 hora e meia O trajeto, permeado de diferentes reflexões, foi percorrido em aproximadamente 1 hora e meia | Crédito: Jeferson André

      “A solidariedade é o caminho e a esperança para as conquistas” Este 1º de maio não foi um dia de festa, mas de oração e reflexão. Ao menos foi o que sugeriu a Caminhada dos Trabalhadores com São José Operário, organizada na manhã desta quarta-feira pela Pastoral do Mundo do Trabalho, no Parque do Sabiá,  em Uvaranas, onde residem cerca de 400 pessoas, em ruas sem pavimentação, rede de esgoto e sem serviços de transporte coletivo e postal. Moradores do parque e das proximidades participaram do ato, que contou ainda com religiosos e pessoas de outros pontos da cidade. A caminhada acontece desde 2007, sempre nas regiões mais carentes da Diocese de Ponta Grossa.

      De acordo com Karin Comerlatto da Rosa, coordenadora da Pastoral do Mundo do Trabalho, a intenção é reunir os trabalhadores, sob a benção de São José Operário, para juntos, em caminhada, refletirem as demandas que cercam o universo da classe trabalhadora, incluído as da região onde residem. Ainda durante a concentração, Karin lembrou a história do Dia do Trabalhador, explicando a missão da Pastoral Operária, que, em Ponta Grossa, é chamada ‘Pastoral do Mundo do Trabalho’. Pelo trajeto, que circundou o Parque do Sabiá, foram feitas quatro paradas e refletido sobre a situação da vila: acesso à educação, à saúde, transporte coletivo, falta de pavimentação e rede de esgoto. Alguns moradores testemunharam sobre as condições em que vivem. “É preciso mais dentista no posto de saúde”, pediu uma moradora. “A falta de ônibus e de calçamento nas ruas faz com que, nos dias de chuva, a gente tenha que sair no barro, desviando de poças d’ água, e caminhar quatro, cinco quadras para conseguir ir para o trabalho”, reclamava o servidor público municipal, Mauro Martins dos Santos.

      Foi oferecido cartolina e canetão para que as pessoas montassem seus próprios cartazes: ‘Unidos pelo Tarobá’, ‘Desemprego de novo?’, Contra a Reforma da Previdência’, ‘Unidos pelo Parque do Sabiá’, ‘São José, protetor das famílias’. Foi lida a passagem bíblica de Mateus 13, 1-9, e refletido sobre que tipo de sementes temos sido no solo do Reino de Deus. O advogado Leandro Soares Machado falou a respeito da Reforma da Previdência, citando os prejuízos que sua aprovação representará à classe trabalhadora. “O trabalhador rural, os professores, os mais pobres que recebem o Benefício de Prestação Continuada não podem pagar essa conta. Quem trabalha no campo ter que contribuir cinco anos mais, os da cidade precisarem de 40 anos de contribuição ininterrupta para se aposentar é um ataque  a nós, trabalhadores. Meu pai tem três carteiras de trabalho. Nelas, você vê, entre um registro e outro, um espaço de tempo de pelo menos dois anos. Quem aqui nunca sofreu com o desemprego?”.

       Neste momento, foi distribuído informativo, reforçando, entre outros pontos, que mais de 75% da ‘economia’ que o governo espera da ‘nova Previdência’ serão retirados dos trabalhadores do INSS, abono salarial  e do Benefício de Prestação Continuada e que a Seguridade Social é o principal mecanismo de proteção social e poderoso instrumento de desenvolvimento. No panfleto, uma tabela comparava as regras para os trabalhadores civis e os militares. Enquanto o tempo de contribuição para aposentadoria integral para os civis é 40 anos, para os militares é 35; o valor máximo da aposentadoria seria de R$ 5.839,45, para civis, e de R$ 39.293,32, a militares; a idade mínima seria de 65 para homens e 62 para mulheres, civis, e de 55 para militares. Além disso, o reajuste anual do valor  da aposentadoria não tem previsão legal entre os civis, e, está garantido por lei aos militares.

      Ao final, todos foram convidados a rezar o Pai Nosso e frei Rondinelli, que acompanhou a caminhada com nove aspirantes do Convento Bom Jesus, falou do valor do trabalho na concepção franciscana, abençoou carteiras de trabalho, crachás e objetos ligados às profissões dos caminhantes. Um lanche foi servido aos participantes.  


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Publicado em: 02/05/2019

Valor do trabalhador é tema de reflexão

Caminhada reúne trabalhadores em Uvaranas

 

      “A solidariedade é o caminho e a esperança para as conquistas” Este 1º de maio não foi um dia de festa, mas de oração e reflexão. Ao menos foi o que sugeriu a Caminhada dos Trabalhadores com São José Operário, organizada na manhã desta quarta-feira pela Pastoral do Mundo do Trabalho, no Parque do Sabiá,  em Uvaranas, onde residem cerca de 400 pessoas, em ruas sem pavimentação, rede de esgoto e sem serviços de transporte coletivo e postal. Moradores do parque e das proximidades participaram do ato, que contou ainda com religiosos e pessoas de outros pontos da cidade. A caminhada acontece desde 2007, sempre nas regiões mais carentes da Diocese de Ponta Grossa.

      De acordo com Karin Comerlatto da Rosa, coordenadora da Pastoral do Mundo do Trabalho, a intenção é reunir os trabalhadores, sob a benção de São José Operário, para juntos, em caminhada, refletirem as demandas que cercam o universo da classe trabalhadora, incluído as da região onde residem. Ainda durante a concentração, Karin lembrou a história do Dia do Trabalhador, explicando a missão da Pastoral Operária, que, em Ponta Grossa, é chamada ‘Pastoral do Mundo do Trabalho’. Pelo trajeto, que circundou o Parque do Sabiá, foram feitas quatro paradas e refletido sobre a situação da vila: acesso à educação, à saúde, transporte coletivo, falta de pavimentação e rede de esgoto. Alguns moradores testemunharam sobre as condições em que vivem. “É preciso mais dentista no posto de saúde”, pediu uma moradora. “A falta de ônibus e de calçamento nas ruas faz com que, nos dias de chuva, a gente tenha que sair no barro, desviando de poças d’ água, e caminhar quatro, cinco quadras para conseguir ir para o trabalho”, reclamava o servidor público municipal, Mauro Martins dos Santos.

      Foi oferecido cartolina e canetão para que as pessoas montassem seus próprios cartazes: ‘Unidos pelo Tarobá’, ‘Desemprego de novo?’, Contra a Reforma da Previdência’, ‘Unidos pelo Parque do Sabiá’, ‘São José, protetor das famílias’. Foi lida a passagem bíblica de Mateus 13, 1-9, e refletido sobre que tipo de sementes temos sido no solo do Reino de Deus. O advogado Leandro Soares Machado falou a respeito da Reforma da Previdência, citando os prejuízos que sua aprovação representará à classe trabalhadora. “O trabalhador rural, os professores, os mais pobres que recebem o Benefício de Prestação Continuada não podem pagar essa conta. Quem trabalha no campo ter que contribuir cinco anos mais, os da cidade precisarem de 40 anos de contribuição ininterrupta para se aposentar é um ataque  a nós, trabalhadores. Meu pai tem três carteiras de trabalho. Nelas, você vê, entre um registro e outro, um espaço de tempo de pelo menos dois anos. Quem aqui nunca sofreu com o desemprego?”.

       Neste momento, foi distribuído informativo, reforçando, entre outros pontos, que mais de 75% da ‘economia’ que o governo espera da ‘nova Previdência’ serão retirados dos trabalhadores do INSS, abono salarial  e do Benefício de Prestação Continuada e que a Seguridade Social é o principal mecanismo de proteção social e poderoso instrumento de desenvolvimento. No panfleto, uma tabela comparava as regras para os trabalhadores civis e os militares. Enquanto o tempo de contribuição para aposentadoria integral para os civis é 40 anos, para os militares é 35; o valor máximo da aposentadoria seria de R$ 5.839,45, para civis, e de R$ 39.293,32, a militares; a idade mínima seria de 65 para homens e 62 para mulheres, civis, e de 55 para militares. Além disso, o reajuste anual do valor  da aposentadoria não tem previsão legal entre os civis, e, está garantido por lei aos militares.

      Ao final, todos foram convidados a rezar o Pai Nosso e frei Rondinelli, que acompanhou a caminhada com nove aspirantes do Convento Bom Jesus, falou do valor do trabalho na concepção franciscana, abençoou carteiras de trabalho, crachás e objetos ligados às profissões dos caminhantes. Um lanche foi servido aos participantes.  


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O trajeto, permeado de diferentes reflexões, foi percorrido em aproximadamente 1 hora e meia   |   Jeferson André

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A caminhada foi pelas ruas no entorno do Parque do Sabiá. Cartazes destacavam o sentimento dos participantes   |   Jeferson André

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Eugênio Francisco da Rosa, um dos integrantes da Pastoral, conduziu também as reflexões   |   Jeferson André

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Leandro Machado considerou a reforma da Previdência um ataque aos mais pobres   |   Jeferson André

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Momento de união e oração, o Pai Nosso foi rezado por todos   |   Jeferson André

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Frei Rondinelli abençoou carteiras de trabalho e objetos   |   Jeferson André

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O morador Mauro Martins dos Santos queixou-se do estado das ruas   |   Jeferson André

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A caminhada teve as bençãos de São José Operário   |   Jeferson André

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A caminhada teve as bençãos de São José Operário   |   Jeferson André

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Nove aspirantes do Convento Bom Jesus participaram   |   Jeferson André


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