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Publicado em: 29/12/2019

Diácono faz sete batizados em rio

Missionários visitam aldeia de índios Apurinã

 
Os bebês foram batizados no rio, que representa a vida do povo amazônico Os bebês foram batizados no rio, que representa a vida do povo amazônico | Crédito: André Emanuel França

      O diácono Gilson Camilo da Silva e o seminarista André Emanuel França viveram a primeira aventura em terra de missão. Ao sair para realizar o batizado de sete crianças na Aldeia Irmã Cleuza, que fica às margens do Rio Marí, a três horas de distância da sede da Prelazia de Lábrea (AM), os dois acabaram ficando a deriva, depois de ter estragado o motor da ‘voadeira’ em que seguiam e de a canoa motorizada ter ficado sem gasolina. A missão que deveria ter durado pouco mais de um dia, levou quase 48 horas. “Tudo vivido com tranquilidade e na certeza da graça de Deus. Realmente, nesses momentos se sente a força de uma diocese que reza por seus missionários”, garantiu o diácono.

      De acordo com Gilson, para chegar até os índios Apurinã, o grupo – que foi acompanhado por José Augusto Apurinã, um dos responsáveis pela aldeia; irmã Marlene Valani, religiosa das Missionárias Agostinianas Recoletas, e por Auxiliadora Arruda de Lima, integrante da equipe missionária da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré – saíram de Lábrea e viajaram 60 quilômetros de carro, pela Transamazônica, em estrada de chão, até o Rio Marí. A voadeira, que já tinha tido problemas no motor na vinda, parou de funcionar uma hora depois de pegar os missionários. Eles foram obrigados a trocar de barco. “Carregamos as nossas coisas e tudo o que estávamos levando para uma festa que iria acontecer na aldeia: quatro caixas de frango, fardos de refrigerante...e como estávamos em seis pessoas, o peso era grande e creio que isso fez com que a quantidade de gasolina colocada no barco, não fosse suficiente para chegarmos”, detalhou o diácono.

      Os missionários ficaram novamente à deriva e precisaram ser socorridos por moradores ribeirinhos, que os  transportaram com um terceiro barco, desta vez, movido a gás. “Só que, de novo, o pessoal não verificou a quantia de gás que havia neste tipo de canoa e, outra vez, ficamos sem combustível, no meio do rio”, acrescentou, contando que a viagem que dura,  normalmente, três horas levou mais de seis. “Não havia remos na canoa, precisamos usar chinelos e pedaços de madeira para subir rio a cima. Como seguíamos perto da margem para fugir da correnteza contrária, passávamos muito perto das árvores. Em uma delas, por muito pouco uma cobra não tocou a minha cabeça. Não fosse a rapidez de nosso guia, seu José Augusto, ela teria me picado ou caído no barco”, continuou Silva.  

      Mesmo que tenham tomado chuva e chegado à aldeia rebocados, o diácono garantiu que não se desesperou. “O pessoal que estava com a gente ficou mais nervoso. Nós não. Eu  dizia, tentando os tranquilizar, que estávamos em missão. É nessas horas que sentimos a força espiritual que nos rodeia, a unidade da Igreja que reza. Foi uma experiência fantástica.Ver a alegria do povo, das crianças, valeu muito a pena”. Na aldeia, moram dez famílias, mas, como era dia de festa, perto de 70 pessoas esperavam o grupo. Os missionários ficaram alojados no Centro de Saúde. À noite, houve a celebração da Palavra e, na manhã seguinte, os sete batizados. As crianças tinham de pouco mais de um mês de vida a dez anos.

      “Foi a primeira vez que a Igreja chegou no ano lá. Eles não conhecem o ritual, não tem vida sacramental, batizam as crianças mais por tradição e no rio, que é a vida desse povo”, enfatizou, o diácono, afirmando que era chamado de frei porque os moradores não têm noção do que seja um diácono. “Mas, se percebe um profundo respeito pela Igreja, pelo irmão, tanto que vivem uma vida de partilha, tudo é repartido, tudo é de todos. Muito bonito de ver”.

      O seminarista André auxiliou o diácono nas celebrações. “Foi muito interessante, gostei bastante. Eles vivem em comunidade, vivem a generosidade, são acolhedores...O que mais me chamou a atenção foi ver que vivem desassistidos, há pouca presença da Igreja, e, ainda assim, fazem questão de receber os sacramentos, mesmo sem saber muito bem o que significam”, analisou o jovem que está no quarto ano de seminário.


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Publicado em: 29/12/2019

Diácono faz sete batizados em rio

Missionários visitam aldeia de índios Apurinã

 

      O diácono Gilson Camilo da Silva e o seminarista André Emanuel França viveram a primeira aventura em terra de missão. Ao sair para realizar o batizado de sete crianças na Aldeia Irmã Cleuza, que fica às margens do Rio Marí, a três horas de distância da sede da Prelazia de Lábrea (AM), os dois acabaram ficando a deriva, depois de ter estragado o motor da ‘voadeira’ em que seguiam e de a canoa motorizada ter ficado sem gasolina. A missão que deveria ter durado pouco mais de um dia, levou quase 48 horas. “Tudo vivido com tranquilidade e na certeza da graça de Deus. Realmente, nesses momentos se sente a força de uma diocese que reza por seus missionários”, garantiu o diácono.

      De acordo com Gilson, para chegar até os índios Apurinã, o grupo – que foi acompanhado por José Augusto Apurinã, um dos responsáveis pela aldeia; irmã Marlene Valani, religiosa das Missionárias Agostinianas Recoletas, e por Auxiliadora Arruda de Lima, integrante da equipe missionária da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré – saíram de Lábrea e viajaram 60 quilômetros de carro, pela Transamazônica, em estrada de chão, até o Rio Marí. A voadeira, que já tinha tido problemas no motor na vinda, parou de funcionar uma hora depois de pegar os missionários. Eles foram obrigados a trocar de barco. “Carregamos as nossas coisas e tudo o que estávamos levando para uma festa que iria acontecer na aldeia: quatro caixas de frango, fardos de refrigerante...e como estávamos em seis pessoas, o peso era grande e creio que isso fez com que a quantidade de gasolina colocada no barco, não fosse suficiente para chegarmos”, detalhou o diácono.

      Os missionários ficaram novamente à deriva e precisaram ser socorridos por moradores ribeirinhos, que os  transportaram com um terceiro barco, desta vez, movido a gás. “Só que, de novo, o pessoal não verificou a quantia de gás que havia neste tipo de canoa e, outra vez, ficamos sem combustível, no meio do rio”, acrescentou, contando que a viagem que dura,  normalmente, três horas levou mais de seis. “Não havia remos na canoa, precisamos usar chinelos e pedaços de madeira para subir rio a cima. Como seguíamos perto da margem para fugir da correnteza contrária, passávamos muito perto das árvores. Em uma delas, por muito pouco uma cobra não tocou a minha cabeça. Não fosse a rapidez de nosso guia, seu José Augusto, ela teria me picado ou caído no barco”, continuou Silva.  

      Mesmo que tenham tomado chuva e chegado à aldeia rebocados, o diácono garantiu que não se desesperou. “O pessoal que estava com a gente ficou mais nervoso. Nós não. Eu  dizia, tentando os tranquilizar, que estávamos em missão. É nessas horas que sentimos a força espiritual que nos rodeia, a unidade da Igreja que reza. Foi uma experiência fantástica.Ver a alegria do povo, das crianças, valeu muito a pena”. Na aldeia, moram dez famílias, mas, como era dia de festa, perto de 70 pessoas esperavam o grupo. Os missionários ficaram alojados no Centro de Saúde. À noite, houve a celebração da Palavra e, na manhã seguinte, os sete batizados. As crianças tinham de pouco mais de um mês de vida a dez anos.

      “Foi a primeira vez que a Igreja chegou no ano lá. Eles não conhecem o ritual, não tem vida sacramental, batizam as crianças mais por tradição e no rio, que é a vida desse povo”, enfatizou, o diácono, afirmando que era chamado de frei porque os moradores não têm noção do que seja um diácono. “Mas, se percebe um profundo respeito pela Igreja, pelo irmão, tanto que vivem uma vida de partilha, tudo é repartido, tudo é de todos. Muito bonito de ver”.

      O seminarista André auxiliou o diácono nas celebrações. “Foi muito interessante, gostei bastante. Eles vivem em comunidade, vivem a generosidade, são acolhedores...O que mais me chamou a atenção foi ver que vivem desassistidos, há pouca presença da Igreja, e, ainda assim, fazem questão de receber os sacramentos, mesmo sem saber muito bem o que significam”, analisou o jovem que está no quarto ano de seminário.


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Os bebês foram batizados no rio, que representa a vida do povo amazônico   |   André Emanuel França

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Chamou a atenção o interesse e a devoção das crianças e adolescentes   |   André Emanuel França

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Chamou a atenção o interesse e a devoção das crianças e adolescentes   |   André Emanuel França

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A noite, o diácono celebrou a Palavra com a comunidade   |   André Emanuel França

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A noite, o diácono celebrou a Palavra com a comunidade   |   André Emanuel França

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A aventura da viagem do barco foi desafiadora   |   André Emanuel França


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