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Publicado em: 17/02/2020

Assessor anima e enriquece grupos de canto

Irmão Fernando explicou critérios para a escolha das músicas

 
Para o assessor, que indicou bibliografia, incentivou a todos a serem multiplicadores em suas paróquias Para o assessor, que indicou bibliografia, incentivou a todos a serem multiplicadores em suas paróquias | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

      Em toda a celebração, a música é um veículo da Palavra. Não é o mais importante e deve ser definida, conforme as orientações da Igreja, a partir de critérios teológicos, estéticos e pastorais. Para ajudar a cantores e instrumentistas a descobrirem tal fórmula para uma escolha que leve em conta a Sagrada Escritura, o Tempo Litúrgico e a participação da assembleia foi que o irmão jesuíta Fernando Benedito Vieira esteve em Ponta Grossa, este final de semana, falando para os 180 inscritos na formação sobre canto litúrgico, promovida pela Pastoral diocesana de Animação Litúrgica.

      Irmão Fernando Benedito Vieira, assessor para música litúrgica da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, lembrou que há uma grande preocupação de bispos e coordenações diocesanas do Brasil todo em discutir com grupos de liturgia, grupos de canto, coral e músicos o que é a música na liturgia. “Ela está no segundo plano, é um veículo, não o mais importante. O mais importante é a Palavra. A procura é grande, o povo de Deus tem uma sede enorme de entender e fica numa alegria só quando entende. E eu não chego dizendo o que pode e o que não pode. Não é por aí. São pessoas adultas, inteligentes, que podem compreender as orientações da Igreja. Eu trabalho mostrando os porquês”, explicava o assessor.

      Segundo irmão Fernando, ele reforça em sua fala o porquê determinada música entra em um momento específico da celebração, naquele Tempo Litúrgico. “Tem o Tempo Litúrgico, o Evangelho - que cada domingo é um - são leituras diferentes e eu fico sempre na mesma música. Mas, a música não está a serviço da Palavra? Eu levo a avaliar qual o texto que está nessa canção, se é bíblico ou de inspiração bíblica, ou, se é intimista, individualista...esse tipo de aspectos”, detalhou, citando que encontra resistências. “Prefiro olhar não a resistência, mas que estou ali para dialogar, mostrar que, além do texto, a música tem de levar à participação da assembleia. Consta dos documentos da Igreja que a primazia é da assembleia, quem canta é o povo, mas que, no entanto, há momentos do solista, solista, coro e povo, solo e coro, ou só coral. Ajudo a refletir que não precisa ser só uma coisa”, acrescentou.

      Irmão Fernando afirmou há disponível material e subsidio da Comissão Episcopal de Pastoral de Liturgia da CNBB/Setor Música Litúrgica. “Estamos revisando todo o hinário litúrgico, tirando algumas coisas, colocando outras coisas novas, ampliando mais para as realidade das diversas culturas do Brasil, que é rico. Ali, tem o cuidado para cada domingo do ano, em cada tempo litúrgico. O primeiro critério é o canto de comunhão, que tem de ser ligado ao Evangelho. Neste quesito, tem músicas e letras para cada domingo”. O assessor ressaltou que o uso das músicas não é obrigatório. “Pode-se escolher outra canção, que esteja falando a mesma coisa naquele Evangelho, desde que a assembleia tenha letra e cante junto”, reforçou.                                     

      O Salmo também merece atenção especial. “Joseph Gelineau, que musicou inúmeras passagens da Sagrada Escritura e foi o responsável por iniciar a colocação das músicas no vernáculo do país, enfatizava que o Salmo não é um canto, mas uma cantilação. O refrão é uma aclamação da assembleia, como se aclamasse ‘amém’, ‘aleluia’. O Salmo é uma oração em formato cantilado. O texto é mais importante que a música e segue a métrica, o ritmo do texto. É poesia não leitura.  O teor do texto tem de ter escala musical condizente. O Estudo 79 da CNBB sobre música litúrgica tem pontos sobre grupo de canto, outro sobre instrumentistas e outro sobre salmistas. Necessitam de uma grande formação. O salmista é um solista como um solista num concerto. Tem de ter voz boa, afinada, domínio da voz, do texto, mas ao mesmo tempo, não é ele quem recebe os aplausos, tem de sair para que a Palavra apareça.  Preferencialmente, o Salmo é cantado”, sugeriu.

      Para Jorge Fritz, da Paróquia São José, en Ponta Grossa, que trabalha com a animação de canto litúrgico, o curso foi muito bom. “É uma animação que estamos tendo na animação litúrgica e no próprio conceito de liturgia, que está meio apagado. Estou aproveitando muito e torço que dê uma mexida na diocese para que sejam resgatados os valores puro da liturgia”, elogiava. Da Paróquia Nossa Senhora da Luz, de Irati, Herculano Batista Neto considerou importante a formação como resgate deste tipo de encontro. “A profundidade com que o irmão Fernando está abordando o tema me deixa animado porque estamos precisando de atualização e que falemos a mesma língua”, avaliou, citando que a valorização do canto litúrgico é uma proposta vivenciado em sua paróquia há quase 16 anos.


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Publicado em: 17/02/2020

Assessor anima e enriquece grupos de canto

Irmão Fernando explicou critérios para a escolha das músicas

 

      Em toda a celebração, a música é um veículo da Palavra. Não é o mais importante e deve ser definida, conforme as orientações da Igreja, a partir de critérios teológicos, estéticos e pastorais. Para ajudar a cantores e instrumentistas a descobrirem tal fórmula para uma escolha que leve em conta a Sagrada Escritura, o Tempo Litúrgico e a participação da assembleia foi que o irmão jesuíta Fernando Benedito Vieira esteve em Ponta Grossa, este final de semana, falando para os 180 inscritos na formação sobre canto litúrgico, promovida pela Pastoral diocesana de Animação Litúrgica.

      Irmão Fernando Benedito Vieira, assessor para música litúrgica da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, lembrou que há uma grande preocupação de bispos e coordenações diocesanas do Brasil todo em discutir com grupos de liturgia, grupos de canto, coral e músicos o que é a música na liturgia. “Ela está no segundo plano, é um veículo, não o mais importante. O mais importante é a Palavra. A procura é grande, o povo de Deus tem uma sede enorme de entender e fica numa alegria só quando entende. E eu não chego dizendo o que pode e o que não pode. Não é por aí. São pessoas adultas, inteligentes, que podem compreender as orientações da Igreja. Eu trabalho mostrando os porquês”, explicava o assessor.

      Segundo irmão Fernando, ele reforça em sua fala o porquê determinada música entra em um momento específico da celebração, naquele Tempo Litúrgico. “Tem o Tempo Litúrgico, o Evangelho - que cada domingo é um - são leituras diferentes e eu fico sempre na mesma música. Mas, a música não está a serviço da Palavra? Eu levo a avaliar qual o texto que está nessa canção, se é bíblico ou de inspiração bíblica, ou, se é intimista, individualista...esse tipo de aspectos”, detalhou, citando que encontra resistências. “Prefiro olhar não a resistência, mas que estou ali para dialogar, mostrar que, além do texto, a música tem de levar à participação da assembleia. Consta dos documentos da Igreja que a primazia é da assembleia, quem canta é o povo, mas que, no entanto, há momentos do solista, solista, coro e povo, solo e coro, ou só coral. Ajudo a refletir que não precisa ser só uma coisa”, acrescentou.

      Irmão Fernando afirmou há disponível material e subsidio da Comissão Episcopal de Pastoral de Liturgia da CNBB/Setor Música Litúrgica. “Estamos revisando todo o hinário litúrgico, tirando algumas coisas, colocando outras coisas novas, ampliando mais para as realidade das diversas culturas do Brasil, que é rico. Ali, tem o cuidado para cada domingo do ano, em cada tempo litúrgico. O primeiro critério é o canto de comunhão, que tem de ser ligado ao Evangelho. Neste quesito, tem músicas e letras para cada domingo”. O assessor ressaltou que o uso das músicas não é obrigatório. “Pode-se escolher outra canção, que esteja falando a mesma coisa naquele Evangelho, desde que a assembleia tenha letra e cante junto”, reforçou.                                     

      O Salmo também merece atenção especial. “Joseph Gelineau, que musicou inúmeras passagens da Sagrada Escritura e foi o responsável por iniciar a colocação das músicas no vernáculo do país, enfatizava que o Salmo não é um canto, mas uma cantilação. O refrão é uma aclamação da assembleia, como se aclamasse ‘amém’, ‘aleluia’. O Salmo é uma oração em formato cantilado. O texto é mais importante que a música e segue a métrica, o ritmo do texto. É poesia não leitura.  O teor do texto tem de ter escala musical condizente. O Estudo 79 da CNBB sobre música litúrgica tem pontos sobre grupo de canto, outro sobre instrumentistas e outro sobre salmistas. Necessitam de uma grande formação. O salmista é um solista como um solista num concerto. Tem de ter voz boa, afinada, domínio da voz, do texto, mas ao mesmo tempo, não é ele quem recebe os aplausos, tem de sair para que a Palavra apareça.  Preferencialmente, o Salmo é cantado”, sugeriu.

      Para Jorge Fritz, da Paróquia São José, en Ponta Grossa, que trabalha com a animação de canto litúrgico, o curso foi muito bom. “É uma animação que estamos tendo na animação litúrgica e no próprio conceito de liturgia, que está meio apagado. Estou aproveitando muito e torço que dê uma mexida na diocese para que sejam resgatados os valores puro da liturgia”, elogiava. Da Paróquia Nossa Senhora da Luz, de Irati, Herculano Batista Neto considerou importante a formação como resgate deste tipo de encontro. “A profundidade com que o irmão Fernando está abordando o tema me deixa animado porque estamos precisando de atualização e que falemos a mesma língua”, avaliou, citando que a valorização do canto litúrgico é uma proposta vivenciado em sua paróquia há quase 16 anos.


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