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Publicado em: 14/03/2020

Bispo participa de audiência pública sobre INSS

Tema foi a precarização dos serviços com atendimento on line

 
Câmara de Ponta Grossa ficou lotada durante a audiência pública Câmara de Ponta Grossa ficou lotada durante a audiência pública | Crédito: Kauter Prado/Câmara Municipal de Ponta Grossa

      As galerias da Câmara de Vereadores de Ponta Grossa ficaram lotadas durante toda a tarde desta tarde (13), na audiência pública ‘INSS Digital e seus impactos na vida dos cidadãos’, convocada pelo o Núcleo Regional de Serviço Social e Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social do Estado do Paraná), com o apoio do legislativo municipal, na figura do vereador Pietro Arnaud (Rede). O bispo dom Sergio Arthur Braschi: o assessor diocesano, integrante do Comitê da Auditoria Cidadã da Dívida Pública e do Conselho de Leigos, Luís Fernando Retting, e membro da comissão diocesana da Campanha da Fraternidade, Adrianis Galdino Júnior, fizeram parte da mesa diretiva dos trabalhos.

      Adrianis falou ainda como como trabalhador do Sistema Único de Assistência Social e da Associação de Amigos da Pessoa Idosa. Também acompanharam a audiência, o coordenador diocesano da Ação Evangelizadora, padre Joel Nalepa; representantes de paróquias de Ponta Grossa e pastorais, além de deputados estaduais e federais, sindicalistas, servidores da Justiça Federal, do Núcleo Regional da Educação, assentados e gente do Movimento Sem Terra. “Como seguidores de Cristo, temos que defender a vida, que é um grande dom do qual devemos cuidar e para com o qual temos que ter compromisso. A Campanha da Fraternidade coloca o cristão como o bom samaritano, que não só viu, mas passou a cuidar”, comentou dom Sergio.

      O bispo considerou importante a manifestação a respeito das mudanças no atendimento geradas pelo INSS digital. “Ninguém é contra a tecnologia, mas é preciso ser prático e realista. Muitas das pessoas que precisam da Previdência têm muitas dificuldades; são mais velhos e não tem um nível de alfabetização muito alto. Temos que defender a vida: da criança, da mulher, do idoso, dos que nasceram em outra época, mas que querem se inserir no mundo”, ressaltou o bispo.

      Para Adrianis Galdino Júnior é essencial falar do impacto que o desmonte da seguridade social tem na política de assistência. “E isso foi uma das ações da audiência pública sobre o INSS. É fundamental a defesa do BPC (Benefício de Prestação Continuada), da garantia da autonomia dos usuários e da proteção dos direitos humanos. Resistência é o que melhor simboliza a audiência desta tarde. Nela se materializou o princípio constitucional da participação popular. Ficou claro o descontentamento da população com as reformas propostas pelo governo federal”, avaliou o conselheiro estadual de Assistência social.

      O assessor diocesano Luís Fernando Retting destacou a atuação do comitê que quer uma auditoria cidadã da dívida pública brasileira, com a participação dos movimentos populares, de forma consciente, cobrando a publicidade de todas as informações. “Não se informam os dados sob o pretexto de um sigilo institucional, mas o que se observa, na verdade, é a transferência de recursos para o sistema privado financeiro. É preciso interromper essa sangria”, falando da grande desigualdade existente no país, onde pouco menos de 50% da renda do Brasil estão nas mãos de meio por cento da população. “Impossível em um país tão rico de recursos naturais, minerais, apresentar um cenário de crise geral nessa proporção. O maior patrimônio de um país é o trabalhador. Só posso encerrar minha colaboração aqui, citando o Papa Francisco, quando ele diz “onde não há honra para os idosos, não há futuro para os jovens”.


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Publicado em: 14/03/2020

Bispo participa de audiência pública sobre INSS

Tema foi a precarização dos serviços com atendimento on line

 

      As galerias da Câmara de Vereadores de Ponta Grossa ficaram lotadas durante toda a tarde desta tarde (13), na audiência pública ‘INSS Digital e seus impactos na vida dos cidadãos’, convocada pelo o Núcleo Regional de Serviço Social e Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social do Estado do Paraná), com o apoio do legislativo municipal, na figura do vereador Pietro Arnaud (Rede). O bispo dom Sergio Arthur Braschi: o assessor diocesano, integrante do Comitê da Auditoria Cidadã da Dívida Pública e do Conselho de Leigos, Luís Fernando Retting, e membro da comissão diocesana da Campanha da Fraternidade, Adrianis Galdino Júnior, fizeram parte da mesa diretiva dos trabalhos.

      Adrianis falou ainda como como trabalhador do Sistema Único de Assistência Social e da Associação de Amigos da Pessoa Idosa. Também acompanharam a audiência, o coordenador diocesano da Ação Evangelizadora, padre Joel Nalepa; representantes de paróquias de Ponta Grossa e pastorais, além de deputados estaduais e federais, sindicalistas, servidores da Justiça Federal, do Núcleo Regional da Educação, assentados e gente do Movimento Sem Terra. “Como seguidores de Cristo, temos que defender a vida, que é um grande dom do qual devemos cuidar e para com o qual temos que ter compromisso. A Campanha da Fraternidade coloca o cristão como o bom samaritano, que não só viu, mas passou a cuidar”, comentou dom Sergio.

      O bispo considerou importante a manifestação a respeito das mudanças no atendimento geradas pelo INSS digital. “Ninguém é contra a tecnologia, mas é preciso ser prático e realista. Muitas das pessoas que precisam da Previdência têm muitas dificuldades; são mais velhos e não tem um nível de alfabetização muito alto. Temos que defender a vida: da criança, da mulher, do idoso, dos que nasceram em outra época, mas que querem se inserir no mundo”, ressaltou o bispo.

      Para Adrianis Galdino Júnior é essencial falar do impacto que o desmonte da seguridade social tem na política de assistência. “E isso foi uma das ações da audiência pública sobre o INSS. É fundamental a defesa do BPC (Benefício de Prestação Continuada), da garantia da autonomia dos usuários e da proteção dos direitos humanos. Resistência é o que melhor simboliza a audiência desta tarde. Nela se materializou o princípio constitucional da participação popular. Ficou claro o descontentamento da população com as reformas propostas pelo governo federal”, avaliou o conselheiro estadual de Assistência social.

      O assessor diocesano Luís Fernando Retting destacou a atuação do comitê que quer uma auditoria cidadã da dívida pública brasileira, com a participação dos movimentos populares, de forma consciente, cobrando a publicidade de todas as informações. “Não se informam os dados sob o pretexto de um sigilo institucional, mas o que se observa, na verdade, é a transferência de recursos para o sistema privado financeiro. É preciso interromper essa sangria”, falando da grande desigualdade existente no país, onde pouco menos de 50% da renda do Brasil estão nas mãos de meio por cento da população. “Impossível em um país tão rico de recursos naturais, minerais, apresentar um cenário de crise geral nessa proporção. O maior patrimônio de um país é o trabalhador. Só posso encerrar minha colaboração aqui, citando o Papa Francisco, quando ele diz “onde não há honra para os idosos, não há futuro para os jovens”.


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Câmara de Ponta Grossa ficou lotada durante a audiência pública   |   Kauter Prado/Câmara Municipal de Ponta Grossa

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O assistente social Adrianis Galdino Júnior lembrou o desmonte do SUAS   |   Kauter Prado/Câmara Municipal de Ponta Grossa

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Rosane dos Anjos, uma das idealizadoras da audiência: "burocracia travestida de modernidade. Vi dor e sofrimento”   |   Kauter Prado/Câmara Municipal de Ponta Grossa

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O bispo dom Sergio foi o primeiro a falar na audiência pública   |   Kauter Prado/Câmara Municipal de Ponta Grossa


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