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Publicado em: 13/11/2020

Imagem sacra é restaurada e identificada

Santo Estanislau é padroeiro dos noviços

 
A figura do menino chamou a atenção da restauradora A figura do menino chamou a atenção da restauradora | Crédito: Acervo Escola de Teologia

     A emblemática imagem que há 27 anos decora a Escola de Teologia Mãe da Divina Graça, mantida pela Diocese de Ponta Grossa, finalmente foi identificada. A figura mostrada nela é Santo Estanislau Kostka, padre jesuíta polonês, padroeiro dos noviços. A imagem do santo, cuja festa acontece neste 13 de novembro, foi totalmente recuperada pela artesã Noelise Meister, que trabalhou nela por mais de dois anos. Entregue dia 1º de novembro, a escultura foi abençoada pelo bispo dom Sergio Arthur Braschi no último dia 6.

     “A famosa escultura em madeira sempre despertou em todos que por aqui passaram grande curiosidade sobre quem seria esse personagem, que durante tantos anos esteve conosco. Em agosto de 2016, eu pedi permissão ao então coordenador, padre Clayton Adriano Delinski Ferreira, para retirar a imagem e levá-la para possível restauro. Permissão dada, entrei em contato com a Noelise, que, de imediato, aceitou esse desafio”, contou a secretária da Escola de Teologia, Joanise Consuelo Rodrigues.

     Ao mesmo tempo, informou Consuelo, foi iniciado contato com Filip Stuflesser, do Ferdinand Stuflesser Studio, fornecedor da Santa Sé, na Itália. Eles foram os escultores da imagem. “Eles informaram desconhecer sua identidade por somente terem registros de imagens feitas a partir de 1920”, acrescentou, citando ter tido ajuda de instituições, religiosos e professores na pesquisa, mas quem derradeiramente identificou a imagem foi dom Ruberval Monteiro da Silva, monge beneditino, artista plástico especializado em arte sacra contemporânea. Dom Ruberval mora da Itália e foi padrinho de ordenação de padre Clayton.

     Para padre Clayton Delinski é muito bonito que a Igreja preze pela memória histórica. “O povo de Deus é o povo que faz memória das maravilhas de Deus: do Deus que tirou do Egito, do Deus que passou com eles, que deu a lei a eles, do Deus que senta com eles e pede ‘fazei isso em memória de mim’. É mais do recuperar uma lembrança. Memória é marcar a vida com a presença de Deus. E essa Igreja que faz memória pelos santos também pode perceber esse Deus que acompanha a nossa humanidade e a santifica”.


Restauro

    “Após quatro anos e três meses de grande e incansável dedicação à imagem, ela ficou pronta. Foram dois anos só para descupinização, com banho em cupinicida e em uma solução com cristais de borato de sódio, que eu mesma preparei. Foi feito preenchimento com uma massa de serragem e cola própria para madeira, para completar os caminhos feitos pelos cupins, por toda a imagem”, detalhou Consuelo.

     Noelise Meister se intitula restauradora por dom. Nunca fez curso. A professora aposentada trabalha muito com artesanato e tem readequado algumas imagens sacras, como as da Capela Santa Bárbara, por exemplo. “As imagens que restauro nas igrejas, geralmente, eles compram o material e o serviço é doação. Muitos falaram que não daria para restaurar essa imagem (da Escola de Teologia). Mas, eu achei lindo o rosto do menino. Não podíamos perder a imagem”, justificou. A imagem de Santo Estanislau foi doada ao Museu da Catedral Sant’Ana.


Santo Estanislau Kostka

     Nasceu na nobre e influente família dos Kostka, a qual possuía uma sólida vida de piedade familiar. Nasceu no castelo de Rostkow, na vila de Prasnitz (Polônia), a 28 de outubro de 1550. Foi nesse ambiente que Estanislau cresceu na amizade e intimidade com Cristo.

     Aos 14 anos, ele foi estudar em Viena, juntamente com seu irmão mais velho, Paulo. Devido a uma ordem do Imperador Maximiliano I, o internato jesuíta onde estudavam foi fechado, sobrando como refúgio o castelo de um príncipe luterano que, com Paulo, promoveu o calvário doméstico de Estanislau. Em resposta às agressões do irmão, que também eram físicas, e às tentações da corte, o santo e penitente menino permanecia firme em seus propósitos cristãos: “Eu nasci para as coisas eternas e não para as coisas do mundo”.

     Diante da pressão sofrida, a saúde de Estanislau cedeu; e, ao pedir que providenciassem um sacerdote para que pudesse comungar o Corpo de Cristo, recebeu a negativa dos homens, mas não a de Deus. Santa Bárbara apareceu-lhe, na companhia de anjos, portando Jesus Eucarístico e, em seguida, trazendo-lhe a saúde física, surgiu a Virgem Maria com o Menino Jesus.

     Depois desse fato, o jovem discerniu sua vocação à vida religiosa como jesuíta, por isso, enfrentou familiares e, ousadamente, fugiu sozinho, a pé, e foi parar na Companhia de Jesus. Acolhido pelo Provincial, que o ouviu e se encantou com sua história, com somente 18 anos de idade, viveu apenas 9 meses no Noviciado porque adquiriu uma misteriosa febre e, antes de morrer, os sacerdotes ouviram dos seus lábios sorridentes dizerem: “Maria veio buscar-me, acompanhada de virgens para me levar consigo”.


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Publicado em: 13/11/2020

Imagem sacra é restaurada e identificada

Santo Estanislau é padroeiro dos noviços

 

     A emblemática imagem que há 27 anos decora a Escola de Teologia Mãe da Divina Graça, mantida pela Diocese de Ponta Grossa, finalmente foi identificada. A figura mostrada nela é Santo Estanislau Kostka, padre jesuíta polonês, padroeiro dos noviços. A imagem do santo, cuja festa acontece neste 13 de novembro, foi totalmente recuperada pela artesã Noelise Meister, que trabalhou nela por mais de dois anos. Entregue dia 1º de novembro, a escultura foi abençoada pelo bispo dom Sergio Arthur Braschi no último dia 6.

     “A famosa escultura em madeira sempre despertou em todos que por aqui passaram grande curiosidade sobre quem seria esse personagem, que durante tantos anos esteve conosco. Em agosto de 2016, eu pedi permissão ao então coordenador, padre Clayton Adriano Delinski Ferreira, para retirar a imagem e levá-la para possível restauro. Permissão dada, entrei em contato com a Noelise, que, de imediato, aceitou esse desafio”, contou a secretária da Escola de Teologia, Joanise Consuelo Rodrigues.

     Ao mesmo tempo, informou Consuelo, foi iniciado contato com Filip Stuflesser, do Ferdinand Stuflesser Studio, fornecedor da Santa Sé, na Itália. Eles foram os escultores da imagem. “Eles informaram desconhecer sua identidade por somente terem registros de imagens feitas a partir de 1920”, acrescentou, citando ter tido ajuda de instituições, religiosos e professores na pesquisa, mas quem derradeiramente identificou a imagem foi dom Ruberval Monteiro da Silva, monge beneditino, artista plástico especializado em arte sacra contemporânea. Dom Ruberval mora da Itália e foi padrinho de ordenação de padre Clayton.

     Para padre Clayton Delinski é muito bonito que a Igreja preze pela memória histórica. “O povo de Deus é o povo que faz memória das maravilhas de Deus: do Deus que tirou do Egito, do Deus que passou com eles, que deu a lei a eles, do Deus que senta com eles e pede ‘fazei isso em memória de mim’. É mais do recuperar uma lembrança. Memória é marcar a vida com a presença de Deus. E essa Igreja que faz memória pelos santos também pode perceber esse Deus que acompanha a nossa humanidade e a santifica”.


Restauro

    “Após quatro anos e três meses de grande e incansável dedicação à imagem, ela ficou pronta. Foram dois anos só para descupinização, com banho em cupinicida e em uma solução com cristais de borato de sódio, que eu mesma preparei. Foi feito preenchimento com uma massa de serragem e cola própria para madeira, para completar os caminhos feitos pelos cupins, por toda a imagem”, detalhou Consuelo.

     Noelise Meister se intitula restauradora por dom. Nunca fez curso. A professora aposentada trabalha muito com artesanato e tem readequado algumas imagens sacras, como as da Capela Santa Bárbara, por exemplo. “As imagens que restauro nas igrejas, geralmente, eles compram o material e o serviço é doação. Muitos falaram que não daria para restaurar essa imagem (da Escola de Teologia). Mas, eu achei lindo o rosto do menino. Não podíamos perder a imagem”, justificou. A imagem de Santo Estanislau foi doada ao Museu da Catedral Sant’Ana.


Santo Estanislau Kostka

     Nasceu na nobre e influente família dos Kostka, a qual possuía uma sólida vida de piedade familiar. Nasceu no castelo de Rostkow, na vila de Prasnitz (Polônia), a 28 de outubro de 1550. Foi nesse ambiente que Estanislau cresceu na amizade e intimidade com Cristo.

     Aos 14 anos, ele foi estudar em Viena, juntamente com seu irmão mais velho, Paulo. Devido a uma ordem do Imperador Maximiliano I, o internato jesuíta onde estudavam foi fechado, sobrando como refúgio o castelo de um príncipe luterano que, com Paulo, promoveu o calvário doméstico de Estanislau. Em resposta às agressões do irmão, que também eram físicas, e às tentações da corte, o santo e penitente menino permanecia firme em seus propósitos cristãos: “Eu nasci para as coisas eternas e não para as coisas do mundo”.

     Diante da pressão sofrida, a saúde de Estanislau cedeu; e, ao pedir que providenciassem um sacerdote para que pudesse comungar o Corpo de Cristo, recebeu a negativa dos homens, mas não a de Deus. Santa Bárbara apareceu-lhe, na companhia de anjos, portando Jesus Eucarístico e, em seguida, trazendo-lhe a saúde física, surgiu a Virgem Maria com o Menino Jesus.

     Depois desse fato, o jovem discerniu sua vocação à vida religiosa como jesuíta, por isso, enfrentou familiares e, ousadamente, fugiu sozinho, a pé, e foi parar na Companhia de Jesus. Acolhido pelo Provincial, que o ouviu e se encantou com sua história, com somente 18 anos de idade, viveu apenas 9 meses no Noviciado porque adquiriu uma misteriosa febre e, antes de morrer, os sacerdotes ouviram dos seus lábios sorridentes dizerem: “Maria veio buscar-me, acompanhada de virgens para me levar consigo”.


Diocede Ponta Grossa
A figura do menino chamou a atenção da restauradora   |   Acervo Escola de Teologia

Diocede Ponta Grossa
O Ferdinand Stuflesser Studio foi de onde veio a imagem   |   Acervo Escola de Teologia

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A imagem, de madeira, estava tomada de cupins há muitos anos   |   Acervo Escola de Teologia

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Eram visíveis os estragos na imagem   |   Acervo Escola de Teologia

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A restauração foi um sucesso, em seus mínimos detalhes   |   Acervo Escola de Teologia


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