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Publicado em: 31/03/2021

Morre vítima da Covid bispo brasileiro na Guiné

Dom Pedro Zilli foi criado no interior do Paraná

 
O bispo de 66 anos era muito querido pelo povo e pelas autoridades locais O bispo de 66 anos era muito querido pelo povo e pelas autoridades locais | Crédito: Arquivo Pessoal

     Dom Pedro Carlos Zilli, bispo brasileiro da Diocese de Bafatá, Guiné Bissau, na África, faleceu na tarde desta quarta-feira (31). O bispo estava internado desde o dia 11, no hospital de Cúmura, na Guiné Bissau, para tratamento da Covid-19. Apesar de seu estado clínico ter apresentando uma boa recuperação nos últimos dias, na manhã de hoje, foi registrada queda na saturação de oxigênio no sangue, o que levou a intubação. E Dom Pedro acabou não resistindo. Segundo dados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o índice de mortes entre bispos brasileiros por Covid é alto: de um total de 400 bispos, sete faleceram por conta da doença, ou, 1,75%.

     Em nota, o Regional Sul 2 da CNBB informou que Dom Pedro sempre foi muito próximo aos bispos da Igreja do Paraná por ser um “paranaense de adoção”, pois na adolescência veio com a família do interior de São Paulo para Ibiporã (PR). Missionário na Guiné-Bissau desde 1985, quando foi ordenado sacerdote, Dom Pedro sempre aproximou e envolveu o Paraná da missão que desenvolvia na África. 

      Nascido em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), a 7 de outubro de 1954, Dom Pedro foi o primeiro bispo da Diocese de Bafatá desde 2001, sua primeira missão após a sua ordenação a 5 de janeiro de 1985. Era membro do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras. Após um período de missão, regressou ao Brasil em 1998, assumindo o serviço de formação de seminaristas do Pontifício Instituto e sendo vice superior regional para o Brasil-Sul, quando foi eleito bispo a 13 de março de 2001, se tornando o primeiro bispo missionário brasileiro.

     Dom Sergio Arthur Braschi, bispo da Diocese de Ponta Grossa e referencial para as missões no Paraná, dizia viver um momento de bastante dor e inesperado. “Sabia que estava com a Covid, mas que estava alternando momentos de melhora, nesses últimos dias. Ninguém acreditava que fosse morrer. Estou ainda em choque. É algo inacreditável”, comentava Dom Sergio, que o conheceu no contato dos bispos do Paraná para abertura da missão católica na diocese africana. O bispo esteve com ele em Bafatá, quando da ida dos primeiros missionários para Quebo, o casal Pedro e Salete Lang.

      “Nessa visita que fiz à missão, ao lado do padre Fábio Sejanoski, convivi com ele. Foi uma pessoa que marcou profundamente pela santidade de vida pessoal. Ele irradiava serenidade, entusiasmo, consciência da missionaridade, e lá, estando com o seu povo, tão sofrido daquela região da África, eu percebi o quanto era admirado pelas autoridades e pela população, por sua dedicação, por esse entregar a vida totalmente em um local tão limitado, tão necessitado. Fazia dessa dedicação missionária um pastoreio. Embora tenha tão prematuramente nos deixado tenho a certeza de que continuará intercedendo pela missa católica São Paulo VI”, enfatizou emocionado dom Sergio.

     Na Diocese de Bafatá a maioria da população, 60% praticam religiões tradicionais africanas, 30% são muçulmanos e apenas 10% são cristãos. O trabalho da Igreja na região é de primeira evangelização, algo sempre presente no Pontifício Instituto para Missões Estrangeiras, cujo trabalho missionário se destaca no campo da educação e da saúde.


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Publicado em: 31/03/2021

Morre vítima da Covid bispo brasileiro na Guiné

Dom Pedro Zilli foi criado no interior do Paraná

 

     Dom Pedro Carlos Zilli, bispo brasileiro da Diocese de Bafatá, Guiné Bissau, na África, faleceu na tarde desta quarta-feira (31). O bispo estava internado desde o dia 11, no hospital de Cúmura, na Guiné Bissau, para tratamento da Covid-19. Apesar de seu estado clínico ter apresentando uma boa recuperação nos últimos dias, na manhã de hoje, foi registrada queda na saturação de oxigênio no sangue, o que levou a intubação. E Dom Pedro acabou não resistindo. Segundo dados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o índice de mortes entre bispos brasileiros por Covid é alto: de um total de 400 bispos, sete faleceram por conta da doença, ou, 1,75%.

     Em nota, o Regional Sul 2 da CNBB informou que Dom Pedro sempre foi muito próximo aos bispos da Igreja do Paraná por ser um “paranaense de adoção”, pois na adolescência veio com a família do interior de São Paulo para Ibiporã (PR). Missionário na Guiné-Bissau desde 1985, quando foi ordenado sacerdote, Dom Pedro sempre aproximou e envolveu o Paraná da missão que desenvolvia na África. 

      Nascido em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), a 7 de outubro de 1954, Dom Pedro foi o primeiro bispo da Diocese de Bafatá desde 2001, sua primeira missão após a sua ordenação a 5 de janeiro de 1985. Era membro do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras. Após um período de missão, regressou ao Brasil em 1998, assumindo o serviço de formação de seminaristas do Pontifício Instituto e sendo vice superior regional para o Brasil-Sul, quando foi eleito bispo a 13 de março de 2001, se tornando o primeiro bispo missionário brasileiro.

     Dom Sergio Arthur Braschi, bispo da Diocese de Ponta Grossa e referencial para as missões no Paraná, dizia viver um momento de bastante dor e inesperado. “Sabia que estava com a Covid, mas que estava alternando momentos de melhora, nesses últimos dias. Ninguém acreditava que fosse morrer. Estou ainda em choque. É algo inacreditável”, comentava Dom Sergio, que o conheceu no contato dos bispos do Paraná para abertura da missão católica na diocese africana. O bispo esteve com ele em Bafatá, quando da ida dos primeiros missionários para Quebo, o casal Pedro e Salete Lang.

      “Nessa visita que fiz à missão, ao lado do padre Fábio Sejanoski, convivi com ele. Foi uma pessoa que marcou profundamente pela santidade de vida pessoal. Ele irradiava serenidade, entusiasmo, consciência da missionaridade, e lá, estando com o seu povo, tão sofrido daquela região da África, eu percebi o quanto era admirado pelas autoridades e pela população, por sua dedicação, por esse entregar a vida totalmente em um local tão limitado, tão necessitado. Fazia dessa dedicação missionária um pastoreio. Embora tenha tão prematuramente nos deixado tenho a certeza de que continuará intercedendo pela missa católica São Paulo VI”, enfatizou emocionado dom Sergio.

     Na Diocese de Bafatá a maioria da população, 60% praticam religiões tradicionais africanas, 30% são muçulmanos e apenas 10% são cristãos. O trabalho da Igreja na região é de primeira evangelização, algo sempre presente no Pontifício Instituto para Missões Estrangeiras, cujo trabalho missionário se destaca no campo da educação e da saúde.


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O bispo de 66 anos era muito querido pelo povo e pelas autoridades locais   |   Arquivo Pessoal

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Em 2001, Dom Pedro se tornou o primeiro bispo missionário brasileiro   |   Arquivo Pessoal


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