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Publicado em: 15/08/2021

Duas devotas e um santuário

A fé de Maria e Rosa faz história em Imbituva

 
Local de devoção de centenas de pessoas da região Local de devoção de centenas de pessoas da região | Crédito: Santuário Santo Antônio

Um documento datado de 22 de março de 1899, escrito, ao que tudo indica, a pena, registra o desejo de Maria Pires de Andrade e Rosa Maria de Jesus em doar uma área de oito alqueires de terra para a Igreja. O termo foi o 16º registro em cartório lavrado na Comarca de Imbituva. As duas, solteiras e moradoras da Vila de Santo Antônio de Imbituva, elaboraram um testamento aberto e público doando o terreno, sob algumas condições. Extremamente católicas, as irmãs gostariam que no espaço fosse construída uma capela em honra a Santo Antônio, onde fossem rezadas três missas e que, quando falecessem, seus corpos fossem envolvidos em hábitos e sepultados no cemitério da comunidade. Também deixaram para Igreja a imagem do santo, encontrada no local pelo pai, Manoel Gaspar Teixeira. O santo estava, à época, no oratório das senhoras.

     Nesse mesmo testamento, Maria Pires e Rosa Maria descrevem a localização e limites do imóvel. As irmãs nomeiam como testamenteiros Raymundo Wenceslau Teixeira, João Chrisostomo Pupo Ferreira e João Bobato. O tabelião Alfredo Carneiro Franco redigiu o documento e o leu em voz alta. Quem assina é Generoso Teixeira da Cruz, “a rogo da testadora dona Maria Pires de Andrade, e, o cidadão Marcial Bobato, a rogo da testadora dona Rosa Maria de Jesus, por elas não saberem ler nem escrever”1. Foram testemunhas Bento Manoel Rio Branco, Manoel Ribeiro Gomes, Evangelino Alves Ribeiro, João José Monken e Miguel José Pedrozo. Essa é a história do Santuário de Santo Antônio, construído na região hoje conhecida como Ribeira dos Leões, uma localidade de Imbituva. 

     Apesar de pesquisas feitas, não se sabe quando as duas irmãs faleceram ou onde foram enterradas e se tiveram realmente os desejos quanto ao sepultamento respeitados. Não há registros. Fato é que, em junho de 2013, começaram as movimentações pela construção do santuário, ideia apresentada e refletida a partir de 2012, que enaltecia a importância de se ter um lugar de fé, devoção, espiritualidade, oração, formação, que pudesse sediar retiros e encontros das famílias. Participaram da primeira reunião, na ‘Capela do Ribeira’, membros do conselho pastoral da comunidade e os padres Leocádio José Zytkowski, então pároco da Paróquia Santo Antônio, padre Leopoldo Klemba, diácono José Claudinei Zampier, e o ecônomo da Diocese de Ponta Grossa, padre Mário Dwulatka.

     A mobilização e a ajuda financeira dos moradores, por meio da Ação Evangelizadora Nosso Santuário, apoio da Diocese e da prefeitura, garantiu sua implantação. São 8 alqueires ao todo; 7 deles de mata. A vegetação nativa foi preservada. Foi aberta uma trilha de 2 quilômetros, rodeando o terreno. Ao longo do tempo, foram construídas 14 estações da Via Crúcis e uma gruta, onde há a imagem de Nossa Senhora da Piedade, muito visitada pelos devotos. O Santuário de Santo Antônio é administrado pela Paróquia Santo Antônio, que, dia 7 de abril deste ano, completou 140 anos. A gestão paroquial está a cargo dos padres da Congregação da Missão, de carisma vicentino. Há missas no Santuário sempre no primeiro domingo do mês. Em todo o dia 13, são celebradas ali missa e novena em louvor a Santo Antônio. Aos sábados, é rezado o Rosário, às 15 horas, e o lugar ainda sedia a Festa da Misericórdia, a Caminhada Penitencial na Quaresma, novena a Nossa Senhora Aparecida, em outubro, e celebra a Assunção de Nossa Senhora, em agosto.



1 Cópia do testamento aberto e público de Maria Pires de Andrade e Rosa Maria de Jesus, 1899, Comarca de Imbituva


∗Fontes:

- Edilson Bobato



  • Diocede Ponta Grossa
  • Diocede Ponta Grossa
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  • Diocede Ponta Grossa
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Publicado em: 15/08/2021

Duas devotas e um santuário

A fé de Maria e Rosa faz história em Imbituva

 

Um documento datado de 22 de março de 1899, escrito, ao que tudo indica, a pena, registra o desejo de Maria Pires de Andrade e Rosa Maria de Jesus em doar uma área de oito alqueires de terra para a Igreja. O termo foi o 16º registro em cartório lavrado na Comarca de Imbituva. As duas, solteiras e moradoras da Vila de Santo Antônio de Imbituva, elaboraram um testamento aberto e público doando o terreno, sob algumas condições. Extremamente católicas, as irmãs gostariam que no espaço fosse construída uma capela em honra a Santo Antônio, onde fossem rezadas três missas e que, quando falecessem, seus corpos fossem envolvidos em hábitos e sepultados no cemitério da comunidade. Também deixaram para Igreja a imagem do santo, encontrada no local pelo pai, Manoel Gaspar Teixeira. O santo estava, à época, no oratório das senhoras.

     Nesse mesmo testamento, Maria Pires e Rosa Maria descrevem a localização e limites do imóvel. As irmãs nomeiam como testamenteiros Raymundo Wenceslau Teixeira, João Chrisostomo Pupo Ferreira e João Bobato. O tabelião Alfredo Carneiro Franco redigiu o documento e o leu em voz alta. Quem assina é Generoso Teixeira da Cruz, “a rogo da testadora dona Maria Pires de Andrade, e, o cidadão Marcial Bobato, a rogo da testadora dona Rosa Maria de Jesus, por elas não saberem ler nem escrever”1. Foram testemunhas Bento Manoel Rio Branco, Manoel Ribeiro Gomes, Evangelino Alves Ribeiro, João José Monken e Miguel José Pedrozo. Essa é a história do Santuário de Santo Antônio, construído na região hoje conhecida como Ribeira dos Leões, uma localidade de Imbituva. 

     Apesar de pesquisas feitas, não se sabe quando as duas irmãs faleceram ou onde foram enterradas e se tiveram realmente os desejos quanto ao sepultamento respeitados. Não há registros. Fato é que, em junho de 2013, começaram as movimentações pela construção do santuário, ideia apresentada e refletida a partir de 2012, que enaltecia a importância de se ter um lugar de fé, devoção, espiritualidade, oração, formação, que pudesse sediar retiros e encontros das famílias. Participaram da primeira reunião, na ‘Capela do Ribeira’, membros do conselho pastoral da comunidade e os padres Leocádio José Zytkowski, então pároco da Paróquia Santo Antônio, padre Leopoldo Klemba, diácono José Claudinei Zampier, e o ecônomo da Diocese de Ponta Grossa, padre Mário Dwulatka.

     A mobilização e a ajuda financeira dos moradores, por meio da Ação Evangelizadora Nosso Santuário, apoio da Diocese e da prefeitura, garantiu sua implantação. São 8 alqueires ao todo; 7 deles de mata. A vegetação nativa foi preservada. Foi aberta uma trilha de 2 quilômetros, rodeando o terreno. Ao longo do tempo, foram construídas 14 estações da Via Crúcis e uma gruta, onde há a imagem de Nossa Senhora da Piedade, muito visitada pelos devotos. O Santuário de Santo Antônio é administrado pela Paróquia Santo Antônio, que, dia 7 de abril deste ano, completou 140 anos. A gestão paroquial está a cargo dos padres da Congregação da Missão, de carisma vicentino. Há missas no Santuário sempre no primeiro domingo do mês. Em todo o dia 13, são celebradas ali missa e novena em louvor a Santo Antônio. Aos sábados, é rezado o Rosário, às 15 horas, e o lugar ainda sedia a Festa da Misericórdia, a Caminhada Penitencial na Quaresma, novena a Nossa Senhora Aparecida, em outubro, e celebra a Assunção de Nossa Senhora, em agosto.



1 Cópia do testamento aberto e público de Maria Pires de Andrade e Rosa Maria de Jesus, 1899, Comarca de Imbituva


∗Fontes:

- Edilson Bobato



Diocede Ponta Grossa
Local de devoção de centenas de pessoas da região   |   Santuário Santo Antônio

Diocede Ponta Grossa
Aos poucos, outras estruturas foram sendo construídas, como a gruta   |   Santuário Santo Antônio

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As estações da Via Crúcis tem imagens esculpidas em madeira   |   Santuário Santo Antônio

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A imagem de Nossa Senhora da Piedade está na gruta e atrai muitos devotos   |   Santuário Santo Antônio

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Antes da pandemia, muitas eram as celebrações na capela do santuário   |   Santuário Santo Antônio

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A imagem do santo fica na área central do santuário   |   Santuário Santo Antônio

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Como queriam as irmãs, o local se transformou em um espaço de oração   |   Santuário Santo Antônio


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