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Publicado em: 21/07/2022

Curso lança Escola de Fé e Política

Diocese de Ponta Grossa terá aulas quinzenais online

 
Magnificat: encontro de amor. Nome da escola faz referência a Maria Magnificat: encontro de amor. Nome da escola faz referência a Maria | Crédito: Divulgação

     A Escola de Fé e Política Magnificat, ligada ao Conselho Nacional do Laicato do Brasil/ Diocese de Ponta Grossa, inicia suas atividades no próximo dia 25, com um curso que tem como tema ‘Encantar a Política’. A abertura e primeira aula, abordando a ‘Universalização do Amor Cristão’, terá a participação do bispo Dom Sergio Arthur Braschi e a assessoria de Sílvia Kreuz, coordenadora da Escola de Fé e Política, de Curitiba. O curso será gratuito, com aulas quinzenais, sempre às segundas-feiras, com início às 19h30. Inscrições pelo link: https://forms.gle/abLCGBJtf3APjX8c8


     Ao todo, serão cinco aulas, com duração aproximada de 90 minutos cada. O curso é baseado na Doutrina Social da Igreja e nos documentos do Papa Francisco, especialmente na Exortação Apostólica pós-Sinodal Evangelii Gaudium e nas Encíclicas Fratelli tutti e Laudato si. Qualquer pessoa pode participar. “Esse primeiro curso será online para atingir outras paróquias da Diocese e marcará o lançamento da escola. Tem como base um documento chamado Encantar a Política, que foi trabalhado pelo CNLB nacional junto com a CNBB, lançado em junho, e tem, na verdade, por objetivo alcançar uma pacificação na política, com base nos escritos do Papa Francisco e no Evangelho, obviamente”, comenta o Claudimar Barbosa. 


     Segundo ele, todos os temas pensados, ‘amizade social e ética na política’, por exemplo, são abordados de forma que se possa compreender e demonstrar que o adversário não é inimigo a ser batido, destruído, que é alguém que pensa diferente, mas que tem de ser respeitado no seu pensamento, nas suas propostas. “Não é ‘o vencedor leva tudo’. O vencedor é uma média da sociedade. No curso se coloca o respeito às diferenças, às minorias, ao adversário, ao pensamento divergente, mas que tem o mesmo fundamento. Ao menos, é o que se espera. Analisando a proposta, o currículo do curso, parte justamente da necessidade de buscar uma união, de buscar pontos de convergência e não de afastamento, de destruição”, acrescenta Barbosa.


     O curso tem foco no Evangelho. “É uma proposta a partir do que o Papa coloca, portanto, é da Igreja. Já a aula de abertura, que versará sobre ‘a universalização do amor cristão, o alargar do conceito de amar o próximo, a solidariedade como valor e a busca da paz social e do bem comum’, quase que resume o que se pretende. Estaremos partindo do conceito de que é preciso que se encare a sociedade e a democracia, especialmente, como uma grande casa comum, no conceito que o Papa coloca em relação ao ambiente em que vivemos. A casa comum também é obviamente a preservação do meio ambiente, mas o ambiente social, urbano, também faz parte disso”, argumenta Claudimar Barbosa, que é membro do Conselho Fiscal, do CNLB Regional Sul 2 e idealizador da Escola de Fé e Política Magnificat.


     Facilitadores


     As aulas serão conduzidas por ‘facilitadores’. Sílvia Kreuz, responsável pela aula inaugural, é pós-graduada em Fé e Política na Escola Dom Helder Câmara da CNBB. No dia 8 de agosto, o assessor parlamentar da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná, Luis Carlos Rosa, conduzirá o segundo módulo, ‘Amizade Social e Ética na Política’. Dia 22, o facilitador será Jonas Jorge da Silva, coordenador do Centro de Promoção de Agentes de Transformação, que abordará ‘As grandes causas do Evangelho. No dia 5 de setembro, ‘Cuidado da casa comum’, será tema do quarto módulo, com o franciscano Edson Armando Silva, doutor em História, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa. E, dia 18 de setembro, ‘Eleições e democracia’, a assessoria ficará a cargo de Thales Ferreira Lemos, de Guarapuava, representante das escolas do Sul no Centro Nacional de Fé e Política.


     “O ‘Encantar a Política’ na verdade não termina em 19 de setembro. Continua. Ideia é dar sequência. O Conselho Nacional do Laicato do Brasil tem uma proposta de desenvolver rodas de conversa nas paróquias, envolvendo os conselhos pastorais paroquiais. Temos que trabalhar tanto a identidade, a vocação, espiritualidade e a missão dentro da Igreja. Nossos leigos ainda se acham tímidos para assumir sua vocação. Esse momento sinodal é muito rico nisso e as rodas de conversa fortalecem o Sínodo”, informa Roberto Mistrorigo Barbosa, primeiro vice-presidente do CNLB Regional Sul 2 e outro idealizador da escola. As rodas de conversa iniciariam em setembro ou outubro e devem durar um ano. 


     “A ideia é chamar os conselhos. Não somente os das paróquias, mas representantes das pastorais e movimentos, que são formados por leigos e leigas. Ação evangelizadora é isso. Fortalecer a espiritualidade e fazer realmente que o leigo entenda que os documentos da Igreja estão falando para ele e não só para bispos e padres. Na verdade, a pirâmide é invertida, onde a base é composta por padres, diáconos, bispos, e na parte mais larga, está o laicato, que está no mundo pelo serviço. Como diz Jesus, ‘quem quiser ser o primeiro, aprenda a servir’. O leigo não quer ocupar lugar de ninguém, mas constituir uma igreja forte e vibrante, como o Papa quer e como o Sínodo está nos propondo”, ressalta.


.     Roberto Barbosa lembra que todos queremos uma boa política, uma boa sociedade. “Para isso precisamos formar pessoas não só na política partidária, mas também nos conselhos paritários, ambientes dos movimentos sociais, associação de moradores. E a Escola de Fé e Política está aberta ao diálogo inter-religioso, que já era falado no Concilio Vaticano II, há 60 anos. Não é para ser só para católico”, afirma, adiantando ainda que nas próximas semanas será marcada uma reunião com o bispo Dom Sergio para discutir a realização da assembleia geral, a elaboração do estatuto, a composição da diretoria do Conselho do Laicato na Diocese. “Estamos passando por um processo pensando em ocupar esse espaço, que é próprio do leigo. O leigo que não é mais nem menos que padres e diáconos, mas tem função diferente”, resume.


 


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Publicado em: 21/07/2022

Curso lança Escola de Fé e Política

Diocese de Ponta Grossa terá aulas quinzenais online

 

     A Escola de Fé e Política Magnificat, ligada ao Conselho Nacional do Laicato do Brasil/ Diocese de Ponta Grossa, inicia suas atividades no próximo dia 25, com um curso que tem como tema ‘Encantar a Política’. A abertura e primeira aula, abordando a ‘Universalização do Amor Cristão’, terá a participação do bispo Dom Sergio Arthur Braschi e a assessoria de Sílvia Kreuz, coordenadora da Escola de Fé e Política, de Curitiba. O curso será gratuito, com aulas quinzenais, sempre às segundas-feiras, com início às 19h30. Inscrições pelo link: https://forms.gle/abLCGBJtf3APjX8c8


     Ao todo, serão cinco aulas, com duração aproximada de 90 minutos cada. O curso é baseado na Doutrina Social da Igreja e nos documentos do Papa Francisco, especialmente na Exortação Apostólica pós-Sinodal Evangelii Gaudium e nas Encíclicas Fratelli tutti e Laudato si. Qualquer pessoa pode participar. “Esse primeiro curso será online para atingir outras paróquias da Diocese e marcará o lançamento da escola. Tem como base um documento chamado Encantar a Política, que foi trabalhado pelo CNLB nacional junto com a CNBB, lançado em junho, e tem, na verdade, por objetivo alcançar uma pacificação na política, com base nos escritos do Papa Francisco e no Evangelho, obviamente”, comenta o Claudimar Barbosa. 


     Segundo ele, todos os temas pensados, ‘amizade social e ética na política’, por exemplo, são abordados de forma que se possa compreender e demonstrar que o adversário não é inimigo a ser batido, destruído, que é alguém que pensa diferente, mas que tem de ser respeitado no seu pensamento, nas suas propostas. “Não é ‘o vencedor leva tudo’. O vencedor é uma média da sociedade. No curso se coloca o respeito às diferenças, às minorias, ao adversário, ao pensamento divergente, mas que tem o mesmo fundamento. Ao menos, é o que se espera. Analisando a proposta, o currículo do curso, parte justamente da necessidade de buscar uma união, de buscar pontos de convergência e não de afastamento, de destruição”, acrescenta Barbosa.


     O curso tem foco no Evangelho. “É uma proposta a partir do que o Papa coloca, portanto, é da Igreja. Já a aula de abertura, que versará sobre ‘a universalização do amor cristão, o alargar do conceito de amar o próximo, a solidariedade como valor e a busca da paz social e do bem comum’, quase que resume o que se pretende. Estaremos partindo do conceito de que é preciso que se encare a sociedade e a democracia, especialmente, como uma grande casa comum, no conceito que o Papa coloca em relação ao ambiente em que vivemos. A casa comum também é obviamente a preservação do meio ambiente, mas o ambiente social, urbano, também faz parte disso”, argumenta Claudimar Barbosa, que é membro do Conselho Fiscal, do CNLB Regional Sul 2 e idealizador da Escola de Fé e Política Magnificat.


     Facilitadores


     As aulas serão conduzidas por ‘facilitadores’. Sílvia Kreuz, responsável pela aula inaugural, é pós-graduada em Fé e Política na Escola Dom Helder Câmara da CNBB. No dia 8 de agosto, o assessor parlamentar da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná, Luis Carlos Rosa, conduzirá o segundo módulo, ‘Amizade Social e Ética na Política’. Dia 22, o facilitador será Jonas Jorge da Silva, coordenador do Centro de Promoção de Agentes de Transformação, que abordará ‘As grandes causas do Evangelho. No dia 5 de setembro, ‘Cuidado da casa comum’, será tema do quarto módulo, com o franciscano Edson Armando Silva, doutor em História, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa. E, dia 18 de setembro, ‘Eleições e democracia’, a assessoria ficará a cargo de Thales Ferreira Lemos, de Guarapuava, representante das escolas do Sul no Centro Nacional de Fé e Política.


     “O ‘Encantar a Política’ na verdade não termina em 19 de setembro. Continua. Ideia é dar sequência. O Conselho Nacional do Laicato do Brasil tem uma proposta de desenvolver rodas de conversa nas paróquias, envolvendo os conselhos pastorais paroquiais. Temos que trabalhar tanto a identidade, a vocação, espiritualidade e a missão dentro da Igreja. Nossos leigos ainda se acham tímidos para assumir sua vocação. Esse momento sinodal é muito rico nisso e as rodas de conversa fortalecem o Sínodo”, informa Roberto Mistrorigo Barbosa, primeiro vice-presidente do CNLB Regional Sul 2 e outro idealizador da escola. As rodas de conversa iniciariam em setembro ou outubro e devem durar um ano. 


     “A ideia é chamar os conselhos. Não somente os das paróquias, mas representantes das pastorais e movimentos, que são formados por leigos e leigas. Ação evangelizadora é isso. Fortalecer a espiritualidade e fazer realmente que o leigo entenda que os documentos da Igreja estão falando para ele e não só para bispos e padres. Na verdade, a pirâmide é invertida, onde a base é composta por padres, diáconos, bispos, e na parte mais larga, está o laicato, que está no mundo pelo serviço. Como diz Jesus, ‘quem quiser ser o primeiro, aprenda a servir’. O leigo não quer ocupar lugar de ninguém, mas constituir uma igreja forte e vibrante, como o Papa quer e como o Sínodo está nos propondo”, ressalta.


.     Roberto Barbosa lembra que todos queremos uma boa política, uma boa sociedade. “Para isso precisamos formar pessoas não só na política partidária, mas também nos conselhos paritários, ambientes dos movimentos sociais, associação de moradores. E a Escola de Fé e Política está aberta ao diálogo inter-religioso, que já era falado no Concilio Vaticano II, há 60 anos. Não é para ser só para católico”, afirma, adiantando ainda que nas próximas semanas será marcada uma reunião com o bispo Dom Sergio para discutir a realização da assembleia geral, a elaboração do estatuto, a composição da diretoria do Conselho do Laicato na Diocese. “Estamos passando por um processo pensando em ocupar esse espaço, que é próprio do leigo. O leigo que não é mais nem menos que padres e diáconos, mas tem função diferente”, resume.


 


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Magnificat: encontro de amor. Nome da escola faz referência a Maria   |   Divulgação

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