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Publicado em: 02/08/2022

Igreja comemora Dia do Padre nesta quinta-feira

Padre existe e vive para ser o bom pastor

 
Ao t odo, são mais de 100 padres hoje na Diocese Ao t odo, são mais de 100 padres hoje na Diocese | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

     A Igreja celebra o Dia do Padre no mesmo dia de São João Maria Vianney, em 4 de agosto. O santo é padroeiro de todos os sacerdotes e tem sua memória lembrada na data comemorada desde 1929, quando foi instituída pelo Papa Pio XI. O Diretório para o Ministério e a Vida do Presbítero, uma publicação da Congregação para o Clero, ressalta como três principais elementos na vida do padre a oração, o testemunho e o pastoreio. Na vida sacerdotal, são encontrados padres diocesanos e também religiosos que se tornam padres.   


     De acordo com padre Martinho Hartmann, coordenador diocesano da Pastoral Presbiteral, é essencial a comunhão com Cristo na oração. “É necessário que o padre programe sua vida de oração. Ele é uma pessoa de oração e sua vida de oração se dá através da celebração da missa, da confissão, da celebração da Liturgia das Horas, orações próprias do padre, leitura da Sagrada Escritura, retiros espirituais, prática de devoções, tudo para que a comunhão com Cristo se dê através dessa programação de vida espiritual”, detalha.


      É primordial também, segundo padre Martinho, dar testemunho de uma atividade ministerial, que se manifesta como sendo a caridade de Cristo, onde o padre se dá em uma vida de total doação. “Não em benefício próprio, mas em benefício do rebanho que lhe é confiado. Deve ainda ser o guia da comunidade, o bom pastor. O padre existe e vive para ser o bom pastor do rebanho a ele confiado. Por este rebanho, por essa porção do Povo de Deus, o padre deve rezar, deve formar a comunidade, trabalhar a favor dessa comunidade mesmo que isso exija dele sacrifício, porque o padre deve estar disposto a dar a vida, amando como Cristo amou”, enfatiza o coordenador da Pastoral Presbiteral. 


     Sobre as diferenças entre os sacerdotes, padre Marinho explica que os padres diocesanos são aqueles que, após a sua ordenação, estão incardinados em uma Igreja Particular, uma diocese, que tem um território específico, está sob a orientação do bispo diocesano e tem como missão primordial o trabalho paroquial. “O religioso que se torna padre - os freis, os monges - antes de serem padres, assumem a vocação à vida religiosa consagrada e fazem os votos de pobreza, obediência e castidade. A obediência está diretamente ligada ao superior, à Ordem Religiosa ao qual pertence. Em dados de dezembro de 2021, a Diocese de Ponta Grossa contava com aproximadamente 45 congregações (comunidades ou obras religiosas) e 53 padres diocesanos. Ao todo, entre diocesanos e religiosos são mais de 100 padres.


 


     “O nosso clero da Diocese é composto por padres jovenzinhos e outros mais experientes. Gostaria de destacar um deles, (padre Nelson Frederico Schiel) que completou 90 anos de vida e ainda está atuando, cuidando do Povo de Deus: celebrando missa, atendendo confissão, na orientação espiritual do povo, celebrando sacramentos, enfim, um padre que está com idade bastante avançada, mas ainda com uma juventude muito grande em seu coração, exercendo o ministério e ajudando muito no trabalho de evangelização”, exemplifica padre Martinho, citando que a Sagrada Escritura nos ensina que o padre é tomado do meio do povo e representa o povo perante Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados, saber ter compaixão dos que erram. “Ser padre é isso: ser pai. Cuidar do rebanho a ele confiado, seguir os caminhos de Cristo, aconselhar o que eram, mostrar os caminhos que conduzem a Deus, é fazer com que todos se aproximem de Jesus e ninguém se separe dele. É ser caridoso, amoroso para com o próximo, ser humilde, ser consagrado ao Senhor. No dia da ordenação, as mãos do padre são ungidas para abençoar o povo e para perdoar os seus pecados. Por isso devemos ter muito respeito para com o padre”, orienta.


Formação


     O processo de formação de um padre se inicia antes mesmo do vocacionado ingressar no seminário. “Quando ele manifesta o desejo de conhecer o seminário, ele inicia também o processo de acompanhamento vocacional. Durante esse processo, ele tem momentos de oração, espiritualidade, de encontro e também de formação, que são um auxílio para um bom discernimento. Depois de ter entrado, o menino começa uma rotina própria dos seminários: iniciando o dia bem cedo com orações, Santa Missa, estudo, faculdade de Filosofia, Teologia, depois, cuidado com a casa, formações particulares e orações diárias e constantes. É um tempo de aprofundamento da vida espiritual, intelectual, humana, fraterna e comunitária”, conta padre Martinho, que já foi reitor de seminário.


     “Estamos celebrando o Mês Vocacional em agosto, onde a igreja nos convida a intensificar as orações pelas vocações. Todos somos vocacionados de Deus, cada um de nós é chamado a uma vocação e a vive. Esse caminho de descoberta daquilo que Deus deseja para mim, para cada um de nós ele se dá aos poucos, à medida em que nos aproximamos de Deus e a ele escutamos. Comigo não foi diferente. Ainda na minha juventude, eu estava participando de uma Santa Missa e o coração ardia e sentia ali, através das palavras do padre, que estava falando sobre vocação, que Deus estava me chamando também a viver essa vida consagrada, a ser padre”, relembra padre Martinho, que dia 10 deste mês completa 12 anos de sacerdócio. 


     “São João Maria Vianney dizia: se soubéssemos o que é um padre na terra morreríamos, não de medo, mas de amor. A missão do padre é cuidar do rebanho e para isso tem que conhecer o rebanho, se preocupar com ele, estar atento, estar vigilante. O padre na Igreja tem que reproduzir em sua vida as características do pastoreio de Cristo: dar a vida por suas ovelhas, amá-las acima de tudo. E doar sua vida por elas. Embora os ministros ordenados, os padres, cuidem mais das pessoas no âmbito espiritual, eles acabam cuidando por inteiro. O que engloba as necessidades materiais. Não é possível falar de Deus para uma pessoa que está morrendo de fome. Por isso a Igreja trabalha com a caridade, por intermédio das pastorais sociais, que zelam pelas pessoas como um todo. Toda a vocação representa uma resposta ao chamado de Deus. A vocação se dá em duas grandes missões: chamados a estar com o Senhor, ouvir suas palavras e, depois, partir em missão, cuidando dos outros, ajudando os outros a fazer a mesma experiência de estar com o Senhor e ouvir a Sua palavra. Esse é o padre, aquele que ajuda as pessoas a estarem com o Senhor e a serem cuidados por Deus”, frisa. 


 


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Publicado em: 02/08/2022

Igreja comemora Dia do Padre nesta quinta-feira

Padre existe e vive para ser o bom pastor

 

     A Igreja celebra o Dia do Padre no mesmo dia de São João Maria Vianney, em 4 de agosto. O santo é padroeiro de todos os sacerdotes e tem sua memória lembrada na data comemorada desde 1929, quando foi instituída pelo Papa Pio XI. O Diretório para o Ministério e a Vida do Presbítero, uma publicação da Congregação para o Clero, ressalta como três principais elementos na vida do padre a oração, o testemunho e o pastoreio. Na vida sacerdotal, são encontrados padres diocesanos e também religiosos que se tornam padres.   


     De acordo com padre Martinho Hartmann, coordenador diocesano da Pastoral Presbiteral, é essencial a comunhão com Cristo na oração. “É necessário que o padre programe sua vida de oração. Ele é uma pessoa de oração e sua vida de oração se dá através da celebração da missa, da confissão, da celebração da Liturgia das Horas, orações próprias do padre, leitura da Sagrada Escritura, retiros espirituais, prática de devoções, tudo para que a comunhão com Cristo se dê através dessa programação de vida espiritual”, detalha.


      É primordial também, segundo padre Martinho, dar testemunho de uma atividade ministerial, que se manifesta como sendo a caridade de Cristo, onde o padre se dá em uma vida de total doação. “Não em benefício próprio, mas em benefício do rebanho que lhe é confiado. Deve ainda ser o guia da comunidade, o bom pastor. O padre existe e vive para ser o bom pastor do rebanho a ele confiado. Por este rebanho, por essa porção do Povo de Deus, o padre deve rezar, deve formar a comunidade, trabalhar a favor dessa comunidade mesmo que isso exija dele sacrifício, porque o padre deve estar disposto a dar a vida, amando como Cristo amou”, enfatiza o coordenador da Pastoral Presbiteral. 


     Sobre as diferenças entre os sacerdotes, padre Marinho explica que os padres diocesanos são aqueles que, após a sua ordenação, estão incardinados em uma Igreja Particular, uma diocese, que tem um território específico, está sob a orientação do bispo diocesano e tem como missão primordial o trabalho paroquial. “O religioso que se torna padre - os freis, os monges - antes de serem padres, assumem a vocação à vida religiosa consagrada e fazem os votos de pobreza, obediência e castidade. A obediência está diretamente ligada ao superior, à Ordem Religiosa ao qual pertence. Em dados de dezembro de 2021, a Diocese de Ponta Grossa contava com aproximadamente 45 congregações (comunidades ou obras religiosas) e 53 padres diocesanos. Ao todo, entre diocesanos e religiosos são mais de 100 padres.


 


     “O nosso clero da Diocese é composto por padres jovenzinhos e outros mais experientes. Gostaria de destacar um deles, (padre Nelson Frederico Schiel) que completou 90 anos de vida e ainda está atuando, cuidando do Povo de Deus: celebrando missa, atendendo confissão, na orientação espiritual do povo, celebrando sacramentos, enfim, um padre que está com idade bastante avançada, mas ainda com uma juventude muito grande em seu coração, exercendo o ministério e ajudando muito no trabalho de evangelização”, exemplifica padre Martinho, citando que a Sagrada Escritura nos ensina que o padre é tomado do meio do povo e representa o povo perante Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados, saber ter compaixão dos que erram. “Ser padre é isso: ser pai. Cuidar do rebanho a ele confiado, seguir os caminhos de Cristo, aconselhar o que eram, mostrar os caminhos que conduzem a Deus, é fazer com que todos se aproximem de Jesus e ninguém se separe dele. É ser caridoso, amoroso para com o próximo, ser humilde, ser consagrado ao Senhor. No dia da ordenação, as mãos do padre são ungidas para abençoar o povo e para perdoar os seus pecados. Por isso devemos ter muito respeito para com o padre”, orienta.


Formação


     O processo de formação de um padre se inicia antes mesmo do vocacionado ingressar no seminário. “Quando ele manifesta o desejo de conhecer o seminário, ele inicia também o processo de acompanhamento vocacional. Durante esse processo, ele tem momentos de oração, espiritualidade, de encontro e também de formação, que são um auxílio para um bom discernimento. Depois de ter entrado, o menino começa uma rotina própria dos seminários: iniciando o dia bem cedo com orações, Santa Missa, estudo, faculdade de Filosofia, Teologia, depois, cuidado com a casa, formações particulares e orações diárias e constantes. É um tempo de aprofundamento da vida espiritual, intelectual, humana, fraterna e comunitária”, conta padre Martinho, que já foi reitor de seminário.


     “Estamos celebrando o Mês Vocacional em agosto, onde a igreja nos convida a intensificar as orações pelas vocações. Todos somos vocacionados de Deus, cada um de nós é chamado a uma vocação e a vive. Esse caminho de descoberta daquilo que Deus deseja para mim, para cada um de nós ele se dá aos poucos, à medida em que nos aproximamos de Deus e a ele escutamos. Comigo não foi diferente. Ainda na minha juventude, eu estava participando de uma Santa Missa e o coração ardia e sentia ali, através das palavras do padre, que estava falando sobre vocação, que Deus estava me chamando também a viver essa vida consagrada, a ser padre”, relembra padre Martinho, que dia 10 deste mês completa 12 anos de sacerdócio. 


     “São João Maria Vianney dizia: se soubéssemos o que é um padre na terra morreríamos, não de medo, mas de amor. A missão do padre é cuidar do rebanho e para isso tem que conhecer o rebanho, se preocupar com ele, estar atento, estar vigilante. O padre na Igreja tem que reproduzir em sua vida as características do pastoreio de Cristo: dar a vida por suas ovelhas, amá-las acima de tudo. E doar sua vida por elas. Embora os ministros ordenados, os padres, cuidem mais das pessoas no âmbito espiritual, eles acabam cuidando por inteiro. O que engloba as necessidades materiais. Não é possível falar de Deus para uma pessoa que está morrendo de fome. Por isso a Igreja trabalha com a caridade, por intermédio das pastorais sociais, que zelam pelas pessoas como um todo. Toda a vocação representa uma resposta ao chamado de Deus. A vocação se dá em duas grandes missões: chamados a estar com o Senhor, ouvir suas palavras e, depois, partir em missão, cuidando dos outros, ajudando os outros a fazer a mesma experiência de estar com o Senhor e ouvir a Sua palavra. Esse é o padre, aquele que ajuda as pessoas a estarem com o Senhor e a serem cuidados por Deus”, frisa. 


 


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