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Publicado em: 28/05/2021

Casa mantém viva devoção ao Divino

Local abriga imagem encontrada em 1882

 
| Crédito: Arquivo/AssCom Diocese de Ponta Grossa

     Em Ponta Grossa, no século XIX, era comum a existência de pequenos oratórios, altares e capelas nas casas das famílias, destinados à devoção de um santo. Uma delas era a devoção ao Divino Espírito Santo, parte do conjunto de manifestações religiosas populares e presente no Brasil desde o século XVI. Em 1882, Maria Júlia Xavier, que ficaria conhecida como ‘Nhá Maria do Divino’, encontrou uma litografia com a imagem do Espírito Santo nas proximidades da Fazenda Carambeí, no caminho para a cidade de Castro. Contava-se que Nhá Maria sofria das faculdades mentais e teria ficado curada após encontrar a referida imagem. A notícia da cura logo se espalhou e a imagem foi trazida para a casa da rua Santos Dumont, onde até hoje se encontra.

     Nhá Maria pretendia construir uma capela, mas os contos de réis que guardava para a obra foram roubados. Ao falecer, a casa da rua Santos Dumont foi herdada por seu sobrinho Luiz Joaquim Ribeiro, casado com Zeferina Ribeiro. Esta passou a tomar conta da imagem e, em 1917, abriu a capela para visitação pública. Com o passar do tempo, a sala do Divino foi recebendo doações de quadros, imagens de santos e estandartes representativos do Divino. Os fiéis trazem os mais variados tipos de ex-votos que representam a graça alcançada ou pretendida: fitas, fotos, imagens, fios de cabelo, objetos de cera, velas, cartas.

     Antes da pandemia, o número de frequentadores oscilava entre 30 e 40 visitas diárias. O dia de maior movimento é, sem dúvida, o Dia de Pentecostes, que acontece 50 dias após o Domingo de Páscoa. A Associação dos Devotos do Divino, representa a Casa do Divino, patrimônio histórico e cultural religioso, fundada em outubro de 1882 e tombada pelo Conselho de Patrimônio de Ponta Grossa, tanto pelo seu valor arquitetônico quanto pelo Culto e Devoção ao Divino. A Associação propaga a devoção através da música folclórica religiosa, levando, com alegria e amor, a bandeira do Divino nas visitas missionárias nas casas, comunidades, instituições.

     Toda segunda-feira, às 15 horas, acontece a Novena do Divino, na Casa e em mais sete comunidades. Juntamente com a Diocese de Ponta Grossa, a Associação promove a Festa do Divino, anualmente. Este ano, ela ocorreu no último dia 23 e foi marcada por uma missa celebrada pelo bispo Dom Sergio Arthur Braschi e pelo diácono Dyego Quadros, na Catedral Sant’Ana. Ao longo do dia, a Casa do Divino foi visitada pelos devotos. Houve novena e venda de pastéis, bolo e café. Em 2019, a Festa do Divino reuniu devotos de Palmeira (Arquidiocese de Curitiba), Teixeira Soares e Sengés (Diocese de Jacarezinho), onde o Espírito Santo é especialmente cultuado.

FONTES

- AZZI, Riolando. O catolicismo popular no Brasil: Aspectos da história. Petrópolis:Vozes. 1978.

- Lídia Hoffman Chaves


  • Diocede Ponta Grossa


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Publicado em: 28/05/2021

Casa mantém viva devoção ao Divino

Local abriga imagem encontrada em 1882

 

     Em Ponta Grossa, no século XIX, era comum a existência de pequenos oratórios, altares e capelas nas casas das famílias, destinados à devoção de um santo. Uma delas era a devoção ao Divino Espírito Santo, parte do conjunto de manifestações religiosas populares e presente no Brasil desde o século XVI. Em 1882, Maria Júlia Xavier, que ficaria conhecida como ‘Nhá Maria do Divino’, encontrou uma litografia com a imagem do Espírito Santo nas proximidades da Fazenda Carambeí, no caminho para a cidade de Castro. Contava-se que Nhá Maria sofria das faculdades mentais e teria ficado curada após encontrar a referida imagem. A notícia da cura logo se espalhou e a imagem foi trazida para a casa da rua Santos Dumont, onde até hoje se encontra.

     Nhá Maria pretendia construir uma capela, mas os contos de réis que guardava para a obra foram roubados. Ao falecer, a casa da rua Santos Dumont foi herdada por seu sobrinho Luiz Joaquim Ribeiro, casado com Zeferina Ribeiro. Esta passou a tomar conta da imagem e, em 1917, abriu a capela para visitação pública. Com o passar do tempo, a sala do Divino foi recebendo doações de quadros, imagens de santos e estandartes representativos do Divino. Os fiéis trazem os mais variados tipos de ex-votos que representam a graça alcançada ou pretendida: fitas, fotos, imagens, fios de cabelo, objetos de cera, velas, cartas.

     Antes da pandemia, o número de frequentadores oscilava entre 30 e 40 visitas diárias. O dia de maior movimento é, sem dúvida, o Dia de Pentecostes, que acontece 50 dias após o Domingo de Páscoa. A Associação dos Devotos do Divino, representa a Casa do Divino, patrimônio histórico e cultural religioso, fundada em outubro de 1882 e tombada pelo Conselho de Patrimônio de Ponta Grossa, tanto pelo seu valor arquitetônico quanto pelo Culto e Devoção ao Divino. A Associação propaga a devoção através da música folclórica religiosa, levando, com alegria e amor, a bandeira do Divino nas visitas missionárias nas casas, comunidades, instituições.

     Toda segunda-feira, às 15 horas, acontece a Novena do Divino, na Casa e em mais sete comunidades. Juntamente com a Diocese de Ponta Grossa, a Associação promove a Festa do Divino, anualmente. Este ano, ela ocorreu no último dia 23 e foi marcada por uma missa celebrada pelo bispo Dom Sergio Arthur Braschi e pelo diácono Dyego Quadros, na Catedral Sant’Ana. Ao longo do dia, a Casa do Divino foi visitada pelos devotos. Houve novena e venda de pastéis, bolo e café. Em 2019, a Festa do Divino reuniu devotos de Palmeira (Arquidiocese de Curitiba), Teixeira Soares e Sengés (Diocese de Jacarezinho), onde o Espírito Santo é especialmente cultuado.

FONTES

- AZZI, Riolando. O catolicismo popular no Brasil: Aspectos da história. Petrópolis:Vozes. 1978.

- Lídia Hoffman Chaves


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  |   Arquivo/AssCom Diocese de Ponta Grossa