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Na Trilha da Fé
Publicado em: 31/01/2022

Firme na fé aos 122 anos

Senhorinha de Tibagi vai à missa e novenas

 
A moradora do interior de Tibagi procura acompanhar as celebrações, sempre que possível A moradora do interior de Tibagi procura acompanhar as celebrações, sempre que possível | Crédito: Acervo Pessoal

Amantina Duvirgem Santos, mais conhecida como ‘dona Júlia’, é uma senhorinha franzina de 122 anos que vive no interior de Tibagi. Apesar da idade, dona Júlia vai regularmente às missas e novenas na Capela São Sebastião, na localidade de Serra Gaias, na região do Barreiro. Sua fé está estampada nas dezenas de imagens, quadros e rosários que tem no quarto que ocupa há 17 anos, na residência do casal Maria Edenir Lúcio e José Aloir de Almeida. Pelos documentos que tem consigo, Júlia é filha de Leôncio dos Santos e Júlia Ferreira Procópio e nasceu em 1900. Ainda que não conste o local, especula-se que ela seja natural de uma aldeia indígena em Ortigueira.  

     Maria Edenir, de 71 anos, que nasceu e se criou na Serra Gaias, conta que se acostumou a ver dona Júlia andando pela região, carregando um saco grande nas costas. Por um período, caminhava ao lado de uma outra mulher, que, desconfia o casal, tenha sido sua filha. Um dia, essa moça teria sofrido um acidente ao cair em cima do fogão a lenha e acabou falecendo. Dona Júlia tinha um casebre perto da casa de Edenir e José Aloir, que, regularmente, era limpo por eles. Certa vez, ela veio até a casa do casal e eles tiveram a ideia de se oferecer para cuidar dela. Prepararam um quarto onde ela dormia, depois de tomar banho e comer. No intervalo disso, a senhorinha voltava para seu casebre para lidar com seus bordados, feitos com linhas de nylon. O lugar era pequeno, escuro e cheio de coisas que dona Júlia catava das ruas ou que ganhava. Como ela tem a visão debilitada, o casal ficou com medo que ela acabasse picada por algum animal ou que se cortasse ao manusear algum material e acabou desmanchando a ‘baiuca’. A partir daí ela passou a ficar mais tempo com eles. 

     A prefeitura refez a casa para a moradora, quase no mesmo local. Tempo depois, no casebre, ao se arrumar para ir à igreja, ela começou a gritar por Edenir, a quem chama de ‘mãe’ Tinha caído e batido o quadril. Foi levada ao médico, examinada e medicada. Apesar da idade, não quebrou nada. Ao fim do tratamento, voltando do posto de saúde, dona Júlia, que é muito caprichosa e cuidadosa com seus pertences, foi guardar os sapatos em uma prateleira e caiu novamente, batendo, dessa vez, o ombro. Depois dessas quedas e por ter desenvolvido um problema na coluna, hoje, a senhorinha vai às missas e novenas com a ajuda de uma cadeira de rodas. Foi instalada no próprio quarto do casal, onde tem a sua cama, rodeada de muitas imagens de santos. Muito devota, ela faz o sinal da cruz cada vez que passa por uma imagem e está sempre com um rosário no pescoço, que beija e faz questão que todos ao seu lado também beijem. Especialmente, o crucifixo e a medalha de São Bento.   

     O casal Maria Edenir Lúcio e José Aloir de Almeida mora nos fundos da Capela São Sebastião. Demonstrou extrema generosidade e amor ao próximo ao recolher uma pessoa da rua e cuidar dela. Ao mesmo tempo, vivencia a verdadeira missão de discípulo ao apresentar a Igreja à uma filha de Deus que sequer conhecia a Palavra e o Reino. “Eu me sinto muito feliz. Sempre a conheci, desde a infância. Temos vizinhos que tem criação de porcos. Ela deitava no coxo e dormia ali, passava a noite. A comunidade se reuniu e fez uma casa, para onde ela ia somente à noite. Ganhava muita coisa: roupa, carne, ovo cozido (que ela ama), papelão, ‘lixo’. Nós sempre limpávamos, queimávamos. Tinha muita pulga, piolho...Não podíamos deixar. Por isso, a trouxemos. Para cuidar dela. Não sabemos bem ao certo os detalhes de sua vida. Dizem que tem um neto, filho dessa filha que faleceu, uma sobrinha que mora em Tibagi e um primo ou tio, em Imbaú. Não temos certeza”, detalha Edenir, contando que, há dois meses, uma família da localidade estava com dificuldade na ordenha de suas vacas leiteiras e fez o propósito de doar leite, dia sim, dia não, à dona Júlia, caso a produção voltasse ao normal. “Desde então, melhorou muito a ordenha e a produção do leite”.

 


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Publicado em: 31/01/2022

Firme na fé aos 122 anos

Senhorinha de Tibagi vai à missa e novenas

 

Amantina Duvirgem Santos, mais conhecida como ‘dona Júlia’, é uma senhorinha franzina de 122 anos que vive no interior de Tibagi. Apesar da idade, dona Júlia vai regularmente às missas e novenas na Capela São Sebastião, na localidade de Serra Gaias, na região do Barreiro. Sua fé está estampada nas dezenas de imagens, quadros e rosários que tem no quarto que ocupa há 17 anos, na residência do casal Maria Edenir Lúcio e José Aloir de Almeida. Pelos documentos que tem consigo, Júlia é filha de Leôncio dos Santos e Júlia Ferreira Procópio e nasceu em 1900. Ainda que não conste o local, especula-se que ela seja natural de uma aldeia indígena em Ortigueira.  

     Maria Edenir, de 71 anos, que nasceu e se criou na Serra Gaias, conta que se acostumou a ver dona Júlia andando pela região, carregando um saco grande nas costas. Por um período, caminhava ao lado de uma outra mulher, que, desconfia o casal, tenha sido sua filha. Um dia, essa moça teria sofrido um acidente ao cair em cima do fogão a lenha e acabou falecendo. Dona Júlia tinha um casebre perto da casa de Edenir e José Aloir, que, regularmente, era limpo por eles. Certa vez, ela veio até a casa do casal e eles tiveram a ideia de se oferecer para cuidar dela. Prepararam um quarto onde ela dormia, depois de tomar banho e comer. No intervalo disso, a senhorinha voltava para seu casebre para lidar com seus bordados, feitos com linhas de nylon. O lugar era pequeno, escuro e cheio de coisas que dona Júlia catava das ruas ou que ganhava. Como ela tem a visão debilitada, o casal ficou com medo que ela acabasse picada por algum animal ou que se cortasse ao manusear algum material e acabou desmanchando a ‘baiuca’. A partir daí ela passou a ficar mais tempo com eles. 

     A prefeitura refez a casa para a moradora, quase no mesmo local. Tempo depois, no casebre, ao se arrumar para ir à igreja, ela começou a gritar por Edenir, a quem chama de ‘mãe’ Tinha caído e batido o quadril. Foi levada ao médico, examinada e medicada. Apesar da idade, não quebrou nada. Ao fim do tratamento, voltando do posto de saúde, dona Júlia, que é muito caprichosa e cuidadosa com seus pertences, foi guardar os sapatos em uma prateleira e caiu novamente, batendo, dessa vez, o ombro. Depois dessas quedas e por ter desenvolvido um problema na coluna, hoje, a senhorinha vai às missas e novenas com a ajuda de uma cadeira de rodas. Foi instalada no próprio quarto do casal, onde tem a sua cama, rodeada de muitas imagens de santos. Muito devota, ela faz o sinal da cruz cada vez que passa por uma imagem e está sempre com um rosário no pescoço, que beija e faz questão que todos ao seu lado também beijem. Especialmente, o crucifixo e a medalha de São Bento.   

     O casal Maria Edenir Lúcio e José Aloir de Almeida mora nos fundos da Capela São Sebastião. Demonstrou extrema generosidade e amor ao próximo ao recolher uma pessoa da rua e cuidar dela. Ao mesmo tempo, vivencia a verdadeira missão de discípulo ao apresentar a Igreja à uma filha de Deus que sequer conhecia a Palavra e o Reino. “Eu me sinto muito feliz. Sempre a conheci, desde a infância. Temos vizinhos que tem criação de porcos. Ela deitava no coxo e dormia ali, passava a noite. A comunidade se reuniu e fez uma casa, para onde ela ia somente à noite. Ganhava muita coisa: roupa, carne, ovo cozido (que ela ama), papelão, ‘lixo’. Nós sempre limpávamos, queimávamos. Tinha muita pulga, piolho...Não podíamos deixar. Por isso, a trouxemos. Para cuidar dela. Não sabemos bem ao certo os detalhes de sua vida. Dizem que tem um neto, filho dessa filha que faleceu, uma sobrinha que mora em Tibagi e um primo ou tio, em Imbaú. Não temos certeza”, detalha Edenir, contando que, há dois meses, uma família da localidade estava com dificuldade na ordenha de suas vacas leiteiras e fez o propósito de doar leite, dia sim, dia não, à dona Júlia, caso a produção voltasse ao normal. “Desde então, melhorou muito a ordenha e a produção do leite”.

 


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