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Na Trilha da Fé
Publicado em: 29/08/2022

108 anos de beleza e simplicidade

A imagem do Senhor Morto foi esculpido em 1914

 
O trabalho do padre Grigoli foi concluído em 1923, em São Paulo O trabalho do padre Grigoli foi concluído em 1923, em São Paulo | Crédito: Pascom Paróquia Nossa Senhora dos Remédios

A atual matriz da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, em Tibagi, terminou de ser construída em 1943.  Um dos prédios históricos mais belos da cidade, a igreja tem inúmeros diferenciais. O altar-mor, doado pela família de Francisco Pitela, foi declarado ‘privilegiado’ pelo bispo diocesano de Curitiba, Dom João Braga, em 15 de abril de 1914. Também em 1914, o padre Alexandre Grigoli esculpiu para a matriz uma imagem em madeira do Senhor Morto, que ficou inacabada. Mais tarde, o padre Henrique Adami, com a ajuda dos moradores levantou os recursos necessários para mandar a réplica para São Paulo, onde foi feito o acabamento.

    A chegada a Tibagi aconteceu em uma Sexta Feira Santa de 1923. A imagem do Senhor Morto foi benzida publicamente e colocada em seguida em uma caixa de madeira, fabricada pelo industrial João Lutz. À noite, saiu em uma procissão luminosa pelas ruas da cidade. A imagem tem em torno de 100 centímetros. Na matriz, a peça está em uma redoma de acrílico, guardada em cima de um armário, na sacristia. Ela só é exposta na Sexta-Feira Santa, após a adoração da cruz, quando as pessoas podem venerá-la. Ao sair para as ruas, a imagem é transportada dentro de um andor de madeira com alças, com cobertura em acrílico transparente. O cortejo acontece até hoje

     Entre janeiro e abril de 2014, ao completar um século de sua idealização, a escultura foi restaurada. Segundo a artista sacra Cristina Sá, do atelier Casa Leonardo, de Ponta Grossa, a linda peça em madeira estava repleta de cupim. A imagem traz consigo traços italianos e veio acompanhada de outras duas obras consideradas por ela como ‘raríssimas’. Uma delas, um Sagrado Coração de Jesus. As peças foram restauradas e hidratadas com óleo de linhaça. “A garantia do restauro é complexa pela ação dos cupins, mas a parte pictórica é bem garantida”, comentou a artista. Depois da restauração, a imagem ficou ainda mais bonita.

     A procissão do Senhor Morto é um rito tradicional da Igreja Católica e relembra o momento em que os discípulos retiram o corpo de Jesus Cristo da cruz para sepultá-lo. O trajeto pelas ruas é uma forma de levar à comunidade os preceitos seguidos pelos cristãos. Em Tibagi, ele tem pouco mais de um quilômetro e reúne cerca de 350 pessoas. Até 2010, após a procissão, era encenado o teatro da Paixão de Cristo. Nas encenações, havia a exibição de um véu com a face de Jesus Cristo. Uma das primeiras telas com o rosto de Jesus foi desenhada por Maria José Siqueira ‘Bugra’ e pintada pela Lenita Santos. Também ajudavam na celebração Conceição Petrolina Nocera, Ismênia Navarro, Olga Taques, Raquel Romão, Maria Tereza Ribeiro (Lena), Elzinda de Jesus Dias de Siqueira, Regina Célia Siqueira Martins, conhecidas como ‘as Verônicas’, uma homenagem a Santa Verônica, que limpou o rosto de Jesus durante a Via Crucis. ‘Dona’ Elzinda cantava lindamente em latim um cântico antiquíssimo de Verônica, após enxugar o rosto de Jesus. "O vos omnes qui transitis"...- ó vós todos que passais pelo caminho – dizia em seu início.

∗Fontes: 

- História de Tibagi – Luiz Leopoldo Mercer/Edmundo Alberto Mercer

Pesquisa: Nery Aparecido de Assunção

- Walter Bielinski

 


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Publicado em: 29/08/2022

108 anos de beleza e simplicidade

A imagem do Senhor Morto foi esculpido em 1914

 

A atual matriz da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, em Tibagi, terminou de ser construída em 1943.  Um dos prédios históricos mais belos da cidade, a igreja tem inúmeros diferenciais. O altar-mor, doado pela família de Francisco Pitela, foi declarado ‘privilegiado’ pelo bispo diocesano de Curitiba, Dom João Braga, em 15 de abril de 1914. Também em 1914, o padre Alexandre Grigoli esculpiu para a matriz uma imagem em madeira do Senhor Morto, que ficou inacabada. Mais tarde, o padre Henrique Adami, com a ajuda dos moradores levantou os recursos necessários para mandar a réplica para São Paulo, onde foi feito o acabamento.

    A chegada a Tibagi aconteceu em uma Sexta Feira Santa de 1923. A imagem do Senhor Morto foi benzida publicamente e colocada em seguida em uma caixa de madeira, fabricada pelo industrial João Lutz. À noite, saiu em uma procissão luminosa pelas ruas da cidade. A imagem tem em torno de 100 centímetros. Na matriz, a peça está em uma redoma de acrílico, guardada em cima de um armário, na sacristia. Ela só é exposta na Sexta-Feira Santa, após a adoração da cruz, quando as pessoas podem venerá-la. Ao sair para as ruas, a imagem é transportada dentro de um andor de madeira com alças, com cobertura em acrílico transparente. O cortejo acontece até hoje

     Entre janeiro e abril de 2014, ao completar um século de sua idealização, a escultura foi restaurada. Segundo a artista sacra Cristina Sá, do atelier Casa Leonardo, de Ponta Grossa, a linda peça em madeira estava repleta de cupim. A imagem traz consigo traços italianos e veio acompanhada de outras duas obras consideradas por ela como ‘raríssimas’. Uma delas, um Sagrado Coração de Jesus. As peças foram restauradas e hidratadas com óleo de linhaça. “A garantia do restauro é complexa pela ação dos cupins, mas a parte pictórica é bem garantida”, comentou a artista. Depois da restauração, a imagem ficou ainda mais bonita.

     A procissão do Senhor Morto é um rito tradicional da Igreja Católica e relembra o momento em que os discípulos retiram o corpo de Jesus Cristo da cruz para sepultá-lo. O trajeto pelas ruas é uma forma de levar à comunidade os preceitos seguidos pelos cristãos. Em Tibagi, ele tem pouco mais de um quilômetro e reúne cerca de 350 pessoas. Até 2010, após a procissão, era encenado o teatro da Paixão de Cristo. Nas encenações, havia a exibição de um véu com a face de Jesus Cristo. Uma das primeiras telas com o rosto de Jesus foi desenhada por Maria José Siqueira ‘Bugra’ e pintada pela Lenita Santos. Também ajudavam na celebração Conceição Petrolina Nocera, Ismênia Navarro, Olga Taques, Raquel Romão, Maria Tereza Ribeiro (Lena), Elzinda de Jesus Dias de Siqueira, Regina Célia Siqueira Martins, conhecidas como ‘as Verônicas’, uma homenagem a Santa Verônica, que limpou o rosto de Jesus durante a Via Crucis. ‘Dona’ Elzinda cantava lindamente em latim um cântico antiquíssimo de Verônica, após enxugar o rosto de Jesus. "O vos omnes qui transitis"...- ó vós todos que passais pelo caminho – dizia em seu início.

∗Fontes: 

- História de Tibagi – Luiz Leopoldo Mercer/Edmundo Alberto Mercer

Pesquisa: Nery Aparecido de Assunção

- Walter Bielinski

 


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O trabalho do padre Grigoli foi concluído em 1923, em São Paulo   |   Pascom Paróquia Nossa Senhora dos Remédios

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Imagem fica guardada na sacristia da igreja matriz   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa


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